Entre os dias 16 e 23 de julho, o feijão carioca de melhor qualidade (notas entre 9,0 e 12,0) apresentou retração média de 17% nos preços. O movimento foi influenciado pelo maior volume disponível no mercado, pela postura mais cautelosa dos compradores e pela necessidade de venda por parte dos produtores.
Mercado brasileiro de feijão

As maiores desvalorizações foram registradas no Sul e Sudoeste de Minas Gerais, com queda de 19,53%, e no Leste de Goiás, onde os preços recuaram 18,24%. A expectativa é de que o mercado continue pressionado nas próximas semanas, acompanhando o ritmo da colheita e da demanda.
O feijão carioca de qualidade intermediária (notas entre 8,0 e 8,5) também sofreu desvalorização, com recuo médio de 15% no período. A redução dos preços dos grãos de melhor padrão diminuiu a diferença entre as categorias, aumentando a pressão sobre os lotes intermediários.
No Paraná, onde a oferta ainda é mais limitada, as variações foram menores, com quedas de 4,69% na Metade Sul e de 7,55% em Curitiba. Já o Sul e Sudoeste de Minas Gerais registraram a maior retração do segmento, de 24,09%, reflexo do avanço da colheita na região.
Feijão preto tipo 1

Em contraste, o mercado do feijão preto tipo 1 apresentou comportamento mais estável. Com a colheita encerrada no Paraná, a disponibilidade de grãos de melhor qualidade permanece restrita, mas a demanda mais fraca limitou a movimentação dos preços.
Na semana analisada, o feijão preto registrou queda média próxima de 2%. O Oeste Catarinense apresentou leve alta de 0,52%, enquanto Itapeva (SP) teve retração de 5,72%. A tendência para o curto prazo é de estabilidade, com oscilações pontuais relacionadas à reposição de estoques e ao comportamento da demanda interna.







