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Brasil avança na proteção da bananicultura resistentes à praga mais agressiva do mundo

Cultivares brasileiras oferecem barreira natural contra a doença que ameaça exportações e colheitas de banana.

Por Arieny Alves
Publicado em 25/08/2025 às 10:45
Brasil avança na proteção da bananicultura resistentes à praga mais agressiva do mundo

Foto: Lea Cunha/Agrodefesa

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O Brasil dá um passo à frente na proteção da bananicultura ao testar cultivares resistentes à forma mais agressiva da murcha de Fusarium, conhecida como raça 4 tropical (R4T).

Pesquisas conduzidas pela Embrapa em parceria com instituições colombianas confirmaram que as variedades BRS Princesa e BRS Platina apresentam resistência ao patógeno, oferecendo uma estratégia preventiva para reduzir o risco de prejuízos bilionários e limitar a disseminação global da doença.

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Bananicultura resistentes às pragas

Bananicultura
Foto: Fernando Haddad/Embrapa

A murcha de Fusarium, endêmica em todas as regiões produtoras de banana, causa prejuízos bilionários ao comprometer colheitas e restringir exportações.

O fungo Fusarium oxysporum f. sp. cubense (Foc), presente em 17 países da Ásia, África e Oceania, se espalha por solo contaminado, ferramentas, mudas infectadas e plantas ornamentais hospedeiras.

Embora a raça 4 tropical ainda não tenha chegado ao Brasil, está presente na Colômbia, Peru e Venezuela, países vizinhos, mantendo a bananicultura nacional em alerta constante.

Na Colômbia, as cultivares brasileiras foram testadas em áreas contaminadas, incluindo a primeira fazenda onde a R4T foi identificada no país. As mudas passaram por quarentena de oito meses para garantir a ausência de patógenos e, posteriormente, foram submetidas a testes em campo com solo infectado.

Segundo Mónica Betancourt, pesquisadora da AgroSavia responsável pelo convênio com a Embrapa, após quatro ciclos de produção, menos de 1% das plantas BRS Princesa e BRS Platina foram afetadas, confirmando sua resistência.

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Material genético brasileiro

Bananas resistentes as pragas
Imagem ilustrativa/Envato

O material genético brasileiro também foi utilizado em programas de melhoramento na Colômbia, com três híbridos comerciais mostrando 100% de eficiência.

Um desses híbridos deve ser lançado em 2026. Além disso, somaclones derivados da Cavendish Grande Naine indicam potencial de resistência à R4T, com resultados esperados para o próximo ano, segundo Janay Almeida dos Santos-Serejo, pesquisadora da Embrapa.

O Ministério da Agricultura priorizou a vigilância contra a R4T por meio do Programa Nacional de Prevenção e Vigilância de Pragas Quarentenárias Ausentes, buscando impedir a entrada da doença no país e dar tempo para a pesquisa desenvolver soluções.

Para os produtores, a confirmação da resistência das novas cultivares representa uma segurança estratégica. Augusto Aranha, presidente da Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira, afirma que os resultados trazem alívio para a maior região produtora do país.

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Tags: murcha de Fusariumpragaraça 4 tropicalregiões produtoras de banana

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