A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), lançou nesta terça-feira (24) a Plataforma Parque Cafeeiro, uma iniciativa voltada a toda a cadeia produtiva do café.
O sistema, de acesso público e gratuito, tem como objetivo certificar que a produção brasileira está livre de desmatamento. O lançamento ocorreu na sede da Conab, em Brasília, com a participação de autoridades federais e representantes do setor cafeeiro.
Cadeia produtiva do café

A plataforma atende ao Regulamento da União Europeia 2023/1115, conhecido como EUDR, que exige comprovação de que produtos como o café provêm de áreas sem desmatamento após 31 de dezembro de 2020.
A ferramenta permite que produtores emitam declarações de conformidade com a norma europeia e oferece aos demais agentes da cadeia acesso a relatórios que comprovam a origem regular dos lotes.
Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, a plataforma representa um avanço estratégico. O sistema se conecta a bases governamentais por meio de APIs, garantindo atualização quase em tempo real, consistência dos dados e alinhamento às diretrizes de governança do governo federal.
O monitoramento do desmatamento utiliza informações do PRODES e do PRODES Marco Temporal, além de cruzar dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para verificar se as áreas de café estão em conformidade com critérios ambientais, sem sobreposição com Terras Indígenas, Territórios Quilombolas ou Unidades de Conservação.
- Meio ambiente: Brasil registra queda nas queimadas em janeiro, com alerta para três biomas; veja quais
Mapeamento das lavouras

Entre 2021 e 2025, o mapeamento das lavouras foi feito por inteligência artificial, utilizando imagens de satélites de alta resolução e algoritmos de aprendizado profundo (Redes Neurais Convolucionais) para identificar áreas em produção ou em desenvolvimento, analisando manejo, fenologia e mudanças ao longo do tempo.
A criação da plataforma envolveu articulação entre a Conab e diversos órgãos e ministérios, incluindo MDA, Mapa, MMA, MDIC, MCTI, MPI, além de INPE, INCRA e FUNAI, consolidando um esforço conjunto para fortalecer a rastreabilidade e a sustentabilidade do café brasileiro.







