As condições climáticas observadas entre 1º e 24 de fevereiro foram marcadas pelo predomínio de chuvas em boa parte do território nacional, cenário que contribuiu para o avanço e o desenvolvimento das safras e culturas de primeira e segunda.
Com base na Conab, o levantamento indica volumes mais elevados na Região Norte e em uma faixa que se estende do Amazonas ao Centro-Oeste e Sudeste.
Já no Matopiba e em áreas do Semiárido nordestino, as precipitações ocorreram de forma mais moderada, mas ainda assim suficientes para favorecer tanto a semeadura quanto o desenvolvimento das lavouras.
Desenvolvimento das safras

No Sul do país, o cenário foi diferente. Os acumulados menores limitaram o desenvolvimento da soja, especialmente no Rio Grande do Sul, onde grande parte das áreas estava nas fases de floração e enchimento de grãos. A irregularidade das chuvas já impacta as estimativas de produtividade no estado.
Dados espectrais analisados pela Conab mostram que, na maior parte das regiões monitoradas, o índice de vegetação evoluiu acima da média histórica nos períodos considerados críticos para a soja.
As exceções mais evidentes aparecem no sudoeste de Mato Grosso do Sul, no oeste de Santa Catarina e no noroeste gaúcho, reflexo de restrições hídricas registradas em safras anteriores. No Rio Grande do Sul, porém, a diferença em relação aos ciclos passados diminuiu, e os índices atuais se aproximam dos verificados em temporadas que já tiveram potencial produtivo reduzido.
A distribuição das chuvas também interferiu diretamente no ritmo de plantio do milho segunda safra. Em Mato Grosso, a semeadura avançou de forma acelerada, acompanhando a colheita da soja. No Paraná, por outro lado, o plantio segue atrasado e, em algumas áreas, praticamente estagnado devido à baixa umidade do solo.
Retomada das precipitações

Em Mato Grosso do Sul, a retomada das precipitações impulsionou o avanço das máquinas, e as áreas já implantadas apresentam bom desempenho.
Em Goiás e Minas Gerais, o excesso de chuva provocou atraso na semeadura, reduzindo a janela ideal de cultivo. No Tocantins, o plantio ganhou ritmo, com lavouras emergidas em condições consideradas favoráveis.
No caso da soja, a colheita mantém evolução consistente em estados como Mato Grosso. Enquanto isso, no Rio Grande do Sul, os baixos volumes e a má distribuição das chuvas já refletem na redução das produtividades estimadas. Em partes do Centro-Oeste e Sudeste, as precipitações mais regulares ajudaram a preservar a umidade do solo, embora tenham dificultado a retirada da produção em algumas localidades.







