A Companhia Nacional de Abastecimento anunciou a liberação de R$ 73,6 milhões para reforçar a comercialização de arroz da safra 25/26.
A medida busca amenizar os efeitos da queda nos preços pagos ao produtor e facilitar o escoamento da produção para regiões consumidoras do país.
Comercialização de arroz da safra 25/26

A iniciativa prevê a retirada de aproximadamente 300 mil toneladas das áreas produtoras, com operações envolvendo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão.
Do total anunciado, R$ 61,3 milhões serão direcionados ao Rio Grande do Sul, principal produtor nacional, com expectativa de escoamento de cerca de 250 mil toneladas.
Os recursos serão aplicados por meio de mecanismos da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM): o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e o Prêmio para Escoamento de Produto (PEP).
Atualmente, no Rio Grande do Sul, o valor médio pago ao produtor está em R$ 53,27 por saca de 50 quilos, enquanto o preço mínimo definido é de R$ 63,74, diferença superior a R$ 10 por saca.
No Pepro, o produtor ou cooperativa comercializa pelo preço de mercado e recebe um valor complementar para atingir o mínimo estabelecido. Já no PEP, o incentivo é pago à empresa compradora que adquire o arroz pelo preço mínimo e se responsabiliza pelo transporte ou destinação industrial do produto.
Recursos acumulados superam R$ 700 milhões
Com o novo aporte, o volume de recursos destinados ao setor arrozeiro soma R$ 716,8 milhões, com movimentação total de 1,13 milhão de toneladas.
Em 2024, foram aplicados R$ 162,2 milhões por meio de Contratos de Opção de Venda (COV), instrumento que assegura ao produtor o direito de vender a produção ao governo por valor previamente fixado.
Já em 2025, os aportes chegam a R$ 481 milhões, distribuídos entre novos COVs, Aquisição do Governo Federal (AGF), modalidade de compra direta para formação de estoques públicos — e operações de PEP e Pepro.
Produção deve recuar na nova safra

A estimativa para a safra 2025/2026 da Conab ainda aponta produção nacional de 10,91 milhões de toneladas, queda de 14,4% em relação ao ciclo anterior. A área plantada deve alcançar 1,56 milhão de hectares, redução de 11,6%.
No Rio Grande do Sul, responsável pela maior fatia da produção brasileira, a projeção é de 7,54 milhões de toneladas, retração de 13,6%. A área cultivada no estado deve chegar a 905,2 mil hectares, 6,5% inferior à da safra passada.







