Os preços da laranja e da maçã apresentaram comportamento estável em dezembro de 2025 nas 11 principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país, de acordo com dados reunidos no 1º Boletim Prohort de janeiro de 2026.
O levantamento acompanha a comercialização dos hortigranjeiros mais consumidos no mercado nacional e aponta pequenas oscilações nas médias ponderadas dessas frutas.
Preços da laranja e da maçã

A laranja registrou variação média negativa de 0,68%, reflexo de maior oferta nos mercados atacadistas. As quedas mais acentuadas ocorreram em Rio Branco (AC), com recuo superior a 35%, e em Goiânia (GO), onde os preços diminuíram cerca de 13%.
Já a maçã apresentou leve alta de 0,64%, em um cenário marcado por maior disponibilidade da produção paulista, demanda mais fraca e estoques da safra 2024/2025 próximos do fim.
Entre as demais frutas analisadas, os preços seguiram trajetória de alta. A banana teve aumento médio de pouco mais de 4%, influenciado pela redução da oferta típica do período e pela melhora na qualidade do produto. O mamão registrou elevação próxima de 16%, associada à menor disponibilidade de frutas com padrão superior nas regiões produtoras.
A melancia apresentou o maior avanço, com valorização acima de 25%, mesmo com maior volume comercializado, impulsionada pelas temperaturas elevadas e pela maior procura no início do mês.
No grupo das hortaliças, todas as culturas avaliadas tiveram aumento nos preços médios em dezembro. A batata liderou as altas, com avanço superior a 23% na média nacional, resultado das chuvas que dificultaram a colheita e reduziram a oferta. Em algumas centrais, como as de Rio Branco (AC) e Rio de Janeiro (RJ), a elevação superou 30%.
Preço da cebola

A cebola manteve a tendência de valorização observada desde outubro, com aumentos mais intensos em mercados distantes das áreas produtoras do Sul. Em cidades como Rio Branco (AC) e Recife (PE), as variações positivas passaram de 50%.
O tomate também voltou a subir, com alta média de cerca de 15%, influenciado pela transição entre safras e por oscilações na oferta, com diferenças significativas entre as praças.
A cenoura teve elevação moderada, próxima de 7%, mesmo com maior volume comercializado. A alface apresentou aumento mais contido, em torno de 3%, associado à maior demanda em razão do calor e aos impactos climáticos sobre a qualidade das folhosas.
O boletim também traz dados sobre o desempenho das exportações brasileiras de frutas ao longo de 2025. No acumulado do ano, foram embarcadas aproximadamente 1,31 milhão de toneladas, crescimento em torno de 20% na comparação com 2024, com faturamento de US$ 1,56 bilhão. As vendas se concentraram principalmente nos mercados europeu e asiático, com destaque para produtos como manga, melão, melancia, banana e mamão.
Como tema de destaque, a edição analisa os possíveis efeitos do acordo entre o Mercosul e a União Europeia para o setor hortigranjeiro. O estudo aponta oportunidades para ampliação das exportações, com redução gradual de tarifas e facilitação de acesso a novos mercados, ao mesmo tempo em que ressalta a necessidade de atendimento a padrões sanitários, ambientais e de sustentabilidade.







