O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) avançou 0,84% em fevereiro, resultado 0,64 ponto percentual acima do verificado em janeiro, quando a taxa foi de 0,20%.
Com isso, o indicador acumula alta de 1,04% no ano e de 4,10% em 12 meses, abaixo dos 4,50% registrados no período imediatamente anterior. Em fevereiro do ano passado, a variação havia sido de 1,23%.
IPCA-15 de dezembro

O principal impacto do mês veio do grupo Transportes, que subiu 1,72% e respondeu por 0,35 ponto percentual do índice. As passagens aéreas lideraram as altas, com avanço de 11,64%.
Entre os combustíveis, houve elevação média de 1,38%, influenciada pelo aumento do etanol (2,51%), da gasolina (1,30%) e do óleo diesel (0,44%). O gás veicular, por outro lado, recuou 1,06%.
No grupo Alimentação e Bebidas, a alta foi mais contida, de 0,20%, contribuindo com 0,04 ponto percentual para o IPCA-15. A alimentação no domicílio subiu 0,09%, ritmo inferior ao observado em janeiro (0,21%). Entre os itens ligados ao setor agropecuário, o tomate apresentou expressiva valorização de 10,09%, enquanto as carnes avançaram 0,76%.
Em sentido oposto, produtos importantes da cadeia do agro registraram queda, como o arroz (-2,47%), o frango em pedaços (-1,55%) e as frutas (-1,33%), ajudando a moderar o resultado do grupo.

Já o grupo Habitação variou 0,06% em fevereiro, após queda de 0,26% no mês anterior. A taxa de água e esgoto subiu 1,97%, refletindo reajustes aplicados em capitais como São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Curitiba. O aluguel residencial teve alta de 0,32%.
A energia elétrica residencial foi o principal fator de alívio do índice no mês, com recuo de 1,37% e impacto negativo de 0,06 ponto percentual. Em fevereiro, permaneceu em vigor a bandeira tarifária verde, sem cobrança adicional nas contas de luz.
No caso do gás encanado, houve retração de 0,71%, influenciada por reduções tarifárias no Rio de Janeiro e em Curitiba ao longo de janeiro e fevereiro.
O resultado de fevereiro mostra pressão concentrada em transportes, enquanto os alimentos, especialmente itens vinculados ao agro apresentaram comportamento mais equilibrado, com altas pontuais e quedas que contribuíram para conter a inflação do mês.







