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Sistemas Alimentares Aquáticos ganham destaque nas discussões climáticas globais

Setor pesqueiro é apontado como chave para segurança alimentar, geração de renda e mitigação climática.

Por Arieny Alves
Publicado em 26/11/2025 às 15:52
Sistemas Alimentares Aquáticos ganham destaque nas discussões climáticas globais

Foto: Envato

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O Ministério da Pesca e Aquicultura encerrou sua participação na COP30, na última sexta-feira (21/11), destacando a inclusão dos sistemas alimentares aquáticos entre os temas prioritários das negociações internacionais.

Durante o evento, o ministro André de Paula reforçou a necessidade de inserir a pesca e a aquicultura no debate climático, especialmente diante dos efeitos já percebidos por comunidades que dependem dessa atividade.

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Inclusão dos sistemas alimentares aquáticos

Mercado de pescados
Foto: Envato

O ministro lembrou que alterações no clima vêm modificando a dinâmica de ecossistemas costeiros e continentais, com impactos diretos sobre quem vive da pesca. Ele citou episódios de inundação, queda na renda, insegurança alimentar e deslocamentos forçados como consequências que já afetam milhões de pessoas.

Ao tratar das alternativas para reduzir emissões no setor, André de Paula ressaltou que os sistemas alimentares representam uma parcela significativa dos gases de efeito estufa. Segundo ele, produtos de origem aquática têm pegada de carbono consideravelmente menor que proteínas terrestres, com espécies cultivadas, como tambaqui, carpas e sardinhas  emitindo até cem vezes menos.

Além disso, a produção em ambientes aquáticos tende a gerar mais alimento por área, diminuindo a pressão sobre biomas sensíveis.

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Pesca
Foto: Envato

O ministro também destacou que cerca de 10% da população mundial depende da pesca extrativa, atividade que sustenta a renda de mais de 800 milhões de pessoas.

Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) indicam ainda que peixes e frutos do mar são a principal fonte de proteína para mais de 3,3 bilhões de consumidores, movimentando um mercado global superior a US$ 500 bilhões anuais.

Diante desse cenário, André de Paula defendeu maior cooperação internacional para ampliar a capacidade produtiva e sustentável do setor. Ele lembrou que a pauta tem avançado em fóruns multilaterais, no G20, sob presidência brasileira, os sistemas alimentares aquáticos foram reconhecidos como essenciais para a nutrição e para a adaptação climática.

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Tags: climáticas globaisdiscussões climáticassistemas alimentares aquáticos

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