O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, acumulou alta de 3,26% no ano e de 4,95% em 12 meses, resultado abaixo dos 5,30% registrados no período imediatamente anterior.
De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em agosto de 2024, a taxa havia sido de 0,19%.
IPCA-15 em agosto

De julho para agosto, quatro grupos puxaram a queda, sendo Comunicação (-0,17%), Habitação (-1,13%), Alimentação e bebidas (-0,53%) e Transportes (-0,47%). Os demais setores apresentaram variações entre 0,03% (artigos de residência) e 1,09% (despesas pessoais).
No grupo Habitação, o recuo foi influenciado principalmente pela energia elétrica residencial, que caiu 4,93% e reduziu em 0,20 ponto percentual o índice do mês.
O resultado está ligado ao crédito do chamado Bônus de Itaipu lançado nas contas de agosto, embora a bandeira vermelha patamar 2 siga em vigor, adicionando R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos. Reajustes tarifários em diversas capitais também impactaram o indicador.
A alimentação no domicílio caiu 1,02%, marcando o terceiro mês seguido de retração. Entre os produtos com maior queda estão a manga (-20,99%), a batata-inglesa (-18,77%) e a cebola (-13,83%). Em contrapartida, a alimentação fora de casa subiu 0,71%, impulsionada pelos lanches (1,44%) e refeições (0,40%).
No setor de Transportes, a retração foi de 0,47%, após alta em julho. A redução das passagens aéreas (-2,59%), do automóvel novo (-1,32%) e da gasolina (-1,14%) contribuiu para o resultado. Todos os combustíveis pesquisados apresentaram queda.
O mês também refletiu políticas locais, como gratuidade ou desconto nas tarifas de transporte coletivo em domingos e feriados em algumas capitais, além de reajustes em táxis de Belém e São Paulo.
Variações

Regionalmente, São Paulo apresentou a maior variação (0,13%), sendo a única região com resultado positivo, puxado pelos cursos regulares e higiene pessoal. Belém teve o menor índice (-0,61%), com quedas expressivas na energia elétrica e na gasolina.
O IPCA-15 considera famílias com renda de 1 a 40 salários-mínimos e abrange 11 áreas do país. Os preços foram coletados entre 16 de julho e 14 de agosto e comparados com o período anterior, de 14 de junho a 15 de julho.