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Crimes ambientais somam mais de 41 mil casos em nove estados entre 2023 e 2024

Levantamento da Rede de Observatórios alerta para ausência de informações sobre crimes em áreas protegidas.

Por Arieny Alves
Publicado em 17/06/2025 às 09:59
Atualizado em 23/06/2025 às 10:19
Crimes ambientais ultrapassam 41 mil em nove estados entre 2023 e 2024

Foto: Envato

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Um levantamento recente da Rede de Observatórios da Segurança chama atenção para a precariedade dos registros sobre crimes ambientais e violações de direitos em áreas tradicionais no Brasil.

Intitulado Além da Floresta, o boletim examina a situação em nove estados brasileiros, sendo o Amazonas, Bahia Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.

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Crimes ambientais

Crimes ambientais
Foto: Envato

A pesquisa reuniu dados oficiais obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) junto a órgãos de segurança pública, além de informações coletadas diariamente em fontes diversas como veículos de imprensa, redes sociais e entidades da sociedade civil.

No total, foram identificados mais de 41 mil registros de crimes ambientais nos anos de 2023 e 2024. Infrações contra a fauna e a flora respondem por cerca de 70% desses casos. Mesmo assim, o relatório adverte que os números não retratam com fidelidade o cenário real.

Um dos principais entraves é a fragmentação dos métodos de coleta e categorização de dados entre os estados, o que dificulta a consolidação de diagnósticos mais consistentes.

Além disso, foi apontado que a legislação atual como a Lei de Crimes Ambientais de 1998, não contempla de forma adequada os conflitos agrários ou as agressões vividas por povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais. Com isso, episódios recorrentes de violência acabam invisibilizados tanto pelas estatísticas oficiais quanto pela cobertura jornalística.

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Exclusão da população

Crime contra meio ambiente
Foto: Envato

A exclusão dessas populações dos registros de crimes ambientais tem impacto direto na formulação de políticas públicas. Situações de violência, como invasões de terra, contaminação de rios, avanço do desmatamento e projetos de infraestrutura que comprometem a sobrevivência de grupos tradicionais, permanecem à margem da ação estatal.

Um exemplo citado no boletim é o caso das mulheres quilombolas da Bahia e do Pará, cujos territórios está sendo sistematicamente afetados por poluição, urbanização desordenada e perda de áreas verdes.

A coordenadora da Rede, Silvia Ramos, destaca que a ausência de dados sistematizados impede qualquer tentativa séria de enfrentamento à violência ambiental.

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Tags: áreas tradicionais no Brasilcrimes ambientaisnove estados brasileiros

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