A nova atualização da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) reforça a possibilidade de um El Niño excepcionalmente intenso nos próximos meses. A previsão aponta pelo menos 90% de chance de o fenômeno alcançar a categoria de muito forte entre setembro e janeiro.
Além da intensidade elevada, os dados indicam que o episódio pode entrar para a lista dos mais fortes já observados.
Intensidade do El Niño

O El Niño ocorre quando há um aquecimento persistente e anormal das águas do Pacífico Tropical. Essa mudança interfere na circulação da atmosfera e pode alterar o regime de chuva e temperatura em diferentes partes do mundo. No Brasil, os impactos costumam ser mais perceptíveis nas regiões Sul, Norte e Nordeste.
Os primeiros efeitos do atual episódio já foram observados no Sul do país. Em julho, algumas áreas registraram volumes de chuva entre 30% e 90% acima da média histórica, segundo a avaliação apresentada.
A tendência é que o fenômeno continue atuando até, pelo menos, março de 2027. A permanência desse padrão pode favorecer a ocorrência de chuvas acima da média na Região Sul durante os próximos meses.

Por outro lado, a influência do El Niño pode contribuir para uma distribuição mais irregular das precipitações no Norte e no Nordeste. A partir de outubro, essas regiões podem enfrentar períodos com acumulados de chuva abaixo da média, aumentando a preocupação com a irregularidade do regime de precipitação.
A intensidade e a duração do fenômeno serão acompanhadas pelos centros meteorológicos, já que mudanças na temperatura do Pacífico podem provocar diferentes efeitos sobre o clima brasileiro ao longo da primavera e do verão.
A NOAA estima em 69% a probabilidade de que o fenômeno seja o mais intenso registrado desde 1950. Nesse cenário, a temperatura das águas superficiais do Pacífico Tropical poderá apresentar uma anomalia de 2,5 °C ou mais acima da média.







