Sem resultado
Ver todos os resultados
Sem resultado
Ver todos os resultados
Sem resultado
Ver todos os resultados

Estudo aponta que Pantanal poderá ter crise hídrica histórica em 2024

Resultados apontam que nos primeiros quatro meses do ano, a média de área coberta por água foi menor do que a do período de seca de 2023.

Por Arieny Alves
Publicado em 03/07/2024 às 08:49
Estudo aponta que Pantanal poderá ter crise hídrica histórica em 2024

Estudo foi encomendado pelo WWF-Brasil e realizado pela empresa especializada ArcPlan, com financiamento do WWF-Japão. Foto: Reprodução/ Marcelo Camargo

Share on FacebookShare on Twitter

O Pantanal enfrenta desde 2019 o período mais seco das últimas quatro décadas e a tendência é que 2024 tenha a pior crise hídrica já observada no bioma, conforme um estudo inédito lançado nesta quarta-feira (3).

Os resultados apontam que nos primeiros quatro meses do ano, quando deveria ocorrer o ápice das inundações, a média de área coberta por água foi menor do que a do período de seca do ano passado.

LEIA TAMBÉM

Chuvas de março mostram contrastes entre excesso e escassez no Brasil, aponta Inmet

Chuvas de março mostram contrastes entre excesso e escassez no Brasil, aponta Inmet

Expedição revela biodiversidade marinha inédita em montes submarinos no ES

Expedição revela biodiversidade marinha inédita em montes submarinos no ES

Crise hídrica no Pantanal

Pantanal
Entre janeiro e abril de 2024, a média da área coberta por água foi de 400 mil hectares. Foto: Divulgação

O estudo foi encomendado pelo WWF-Brasil e realizado pela empresa especializada ArcPlan, com financiamento do WWF-Japão. O diferencial em relação a outras análises baseadas em dados de satélite é o uso de dados do satélite Planet.

“Graças à alta sensibilidade do sensor do satélite Planet, pudemos mapear a área que é coberta pela água quando os rios transbordam. Ao analisar os dados, observamos que o pulso de cheias não aconteceu em 2024. Mesmo nos meses em que é esperado esse transbordamento, tão importante para a manutenção do sistema pantaneiro, ele não ocorreu”, destaca Helga Correa, especialista em conservação do WWF-Brasil que é também uma das autoras do estudo.

Com base nela, de forma geral considera-se que há uma seca quando o nível do Rio Paraguai está abaixo de 4 metros e em 2024, essa medida não passou de 1 metro.

“O nível do Rio Paraguai nos cinco primeiros meses deste ano esteve, em média, 68% abaixo da média esperada para o período. “O que nos preocupa é que, de agora em diante, o Pantanal tende a secar ainda mais até outubro. Nesse cenário, é preciso reforçar todos os alertas para a necessidade urgente de medidas de prevenção e adaptação à seca e para a possibilidade de grandes incêndios”, disse. 

Já na Bacia do Alto Rio Paraguai, onde se situa o Pantanal, a estação chuvosa ocorre entre os meses de outubro e abril, e a estação seca, entre maio e setembro.

De acordo com o estudo, entre janeiro e abril de 2024, a média da área coberta por água foi de 400 mil hectares, em pleno período de cheias, abaixo da média de 440 mil hectares registrada na estação seca de 2023.

  • Pantanal: queimada em junho supera patamar da maior devastação desde 2012
Crise no Pantanal
Além dos eventos climáticos que agravam a seca, a redução da disponibilidade de água no Pantanal tem relação com ações humanas que degradam o bioma. Foto: Divulgação

Com base nos autores do estudo, os resultados apontam uma realidade preocupante, sendo que o Pantanal está cada vez mais seco, o que o torna mais vulnerável, aumentando as ameaças à sua biodiversidade, aos seus recursos naturais e ao modo de vida da população pantaneira.

A sucessão de anos com poucas cheias e secas extremas poderá mudar permanentemente o ecossistema do Pantanal, com consequências drásticas para a riqueza e a abundância de espécies de fauna e flora, sendo assim, gerando grandes impactos também na economia local, que depende da navegabilidade dos rios e da diversidade de fauna.

“O Pantanal é uma das áreas úmidas mais biodiversas do mundo ainda preservadas. É um patrimônio que precisamos conservar, por sua importância para o modo de vida das pessoas e para a manutenção da biodiversidade”, alega Helga.

Além dos eventos climáticos que agravam a seca, a redução da disponibilidade de água no Pantanal tem relação com ações humanas que degradam o bioma, como a construção de barragens e estradas, o desmatamento e as queimadas.

Outra preocupação é que as sucessivas secas extremas e as queimadas por elas potencializadas afetam a qualidade da água devido à entrada de cinzas no sistema hídrico, causando mortalidade de peixes e retirando o acesso à água das comunidades.

“É preciso agir de forma urgente e mapear onde estão as populações tradicionais e pequenas comunidades que ficam vulneráveis à seca e à degradação da qualidade da água”, diz ela.

Portanto, a nota técnica traz uma série de recomendações como mapear as ameaças que causam maiores impactos aos corpos hídricos do Pantanal, considerando principalmente a dinâmica na região de cabeceiras; fortalecer e ampliar políticas públicas para frear o desmatamento.

Bem como, restaurar áreas de Proteção Permanente (APPs) nas cabeceiras, a fim de melhorar a infiltração da água e diminuir a erosão do solo e o assoreamento dos rios, aumentando a qualidade e a quantidade de água tanto no planalto quanto na planície, e apoiar a valorização de comunidades, de proprietários e do setor produtivo que desenvolvem boas práticas e dão escala a ações produtivas sustentáveis.

  • Agronegócio: Brasil recebe autorização do México para exportação de material genético avícola

Informações extraídas da Agência Brasil. 

Tags: crise hídricaestudoMeio Ambientepantanal

Notícias relacionadas

Registro do maior gavião das Américas marca avanço ambiental na Bahia

Registro do maior gavião das Américas marca avanço ambiental na Bahia

A presença da harpia, considerada o maior gavião das Américas, foi confirmada no Parque Nacional da Serra das Lontras, no...

Chuvas intensas devem atingir várias regiões do país ao longo da semana, aponta Inmet

Chuvas intensas devem atingir várias regiões do país ao longo da semana, aponta Inmet

A semana entre os dias 6 e 13 de abril de 2026 deve ser marcada por volumes expressivos de chuvas...

Genética rara é identificada em ave silvestre no Tocantins

Genética rara é identificada em ave silvestre no Tocantins

Um registro fotográfico feito no interior do Tocantins chamou a atenção de especialistas ao revelar uma alteração genética rara em...

Abril terá chuvas irregulares e temperaturas elevadas em grande parte do Brasil

Abril terá chuvas irregulares e temperaturas elevadas em grande parte do Brasil

A previsão climática para abril de 2026 indica um cenário de contrastes entre as regiões do país, com variações tanto...

logomarca Agro2

Plantando ideias. Colhendo soluções.

Notícias sobre agronegócio e safras, dicas de manejo da terra e de como melhorar sua produção agropecuária.

CONHEÇA

  • Home
  • Quem somos
  • Expediente
  • Comercial
  • Podcast AGRO2
  • Contato

PRIVACIDADE

  • Política de Privacidade
  • Política de Segurança LGPD
  • Termos de Uso
  • Cookies

REDES SOCIAIS

PODCASTS

INSCREVA-SE
em nossa newsletter

© 2025 Portal AGRO2

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Últimas notícias
  • Agricultura
  • Agronegócio
  • Dicas
  • Economia
  • Meio Ambiente
  • Pecuária
  • Podcast
  • Política
  • Tecnologia
  • Contato
    • Quem somos
    • Comercial
    • LGPD
    • Política de Privacidade

© 2022 Agro2 - Plantando ideias. Colhendo soluções.