O Governo de Goiás lançou o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento, Queimadas e Incêndios Florestais (PPCDQIF), documento que vai orientar as ações de preservação ambiental no estado entre 2026 e 2029.
Coordenado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), o plano reúne metas e estratégias voltadas ao monitoramento da vegetação nativa, combate ao desmatamento ilegal e prevenção de incêndios florestais.
Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento

O planejamento foi elaborado com apoio do MapBiomas e do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento da Universidade Federal de Goiás (Lapig/UFG). As ações foram organizadas em quatro eixos considerados prioritários para enfrentar a perda de vegetação no Cerrado goiano.
Entre os pontos previstos está o incentivo a atividades produtivas sustentáveis no campo. O plano propõe a criação, até 2028, de um programa estadual voltado às cadeias produtivas da sociobiodiversidade do Cerrado. A proposta inclui capacitação de produtores, apoio ao acesso a editais e fortalecimento da geração de renda para comunidades tradicionais e agricultores familiares.
Outra medida prevista é a implantação de um sistema estadual de informações sobre produtos e redes produtivas ligadas à sociobiodiversidade, além da criação de selos de certificação para produtos oriundos de áreas de preservação e comunidades tradicionais.
O plano também prevê a atualização do Programa Estadual de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e a implementação de projetos de conservação e recuperação de nascentes. Segundo a Semad, algumas iniciativas já estão em andamento, incluindo ações voltadas à remuneração de comunidades tradicionais pela preservação de áreas nativas do Cerrado.
Na área científica, o documento estabelece metas relacionadas à conservação da biodiversidade, como a elaboração da lista estadual de espécies ameaçadas de extinção e a ampliação de estudos sobre fauna e flora no território goiano.
Monitoramento ambiental e da fiscalização

Outro eixo do plano é o fortalecimento do monitoramento ambiental e da fiscalização. A meta do estado é embargar todas as áreas identificadas com desmatamento ilegal até 2028. O documento também prevê aumento na apreensão de máquinas usadas em crimes ambientais e integração de dados de fiscalização em uma plataforma unificada.
Entre as ações previstas estão a contratação de imagens de satélite de alta resolução, sistemas de alerta diário para queimadas e desmatamento e a ampliação do uso de ferramentas de geoprocessamento pelos municípios. O plano também prevê o mapeamento detalhado dos remanescentes de vegetação nativa em todo o território goiano até 2027.
No combate aos incêndios florestais, a proposta inclui a regulamentação da Política de Manejo Integrado do Fogo e a criação de um Programa Estadual de Brigadas Florestais. A iniciativa prevê capacitação de brigadistas, aquisição de equipamentos e apoio à formação de brigadas comunitárias em regiões consideradas mais vulneráveis às queimadas.
Segundo a Semad, uma das ações já executadas foi a formação de brigadistas comunitários no Nordeste Goiano, com treinamento de moradores para atuar na prevenção e combate a incêndios durante o período de estiagem.
O plano também trata da regularização fundiária e do ordenamento territorial. Entre as medidas previstas estão análises ambientais em áreas públicas com interesse de regularização, apoio à titulação de comunidades tradicionais e criação de novas unidades de conservação estaduais até 2027.
Além disso, o documento estabelece ações para implantação de conselhos gestores, aprovação de planos de manejo e elaboração de projetos de educação ambiental em unidades de conservação do estado.







