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Primeira torre da Amazônia é construída para medir gases do efeito estufa

Torre de Fluxo do Mamirauá, tem 48 metros de altura e é equipada com sensores avançados.

Por Arieny Alves
Publicado em 22/12/2024 às 14:51
Atualizado em 22/12/2024 às 14:52
Primeira torre da Amazônia é construída para medir gases do efeito estufa

Foto: Miguel Monteiro

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O Instituto Mamirauá, que fica localizado em Tefé, no interior do Amazonas, construiu a primeira torre na Amazônia que tem como objetivo medir a emissão de gases do efeito estufa em florestas de várzea.

Segundo o instituto, a Torre de Fluxo do Mamirauá, tem 48 metros de altura e é equipada com sensores avançados que irão monitorar as emissões de gases de efeito estufa, em especial o gás metano, que tem o principal papel no aquecimento global.

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Gases do efeito estufa

Gases do efeito estufa
Foto: Ilustração/Envato

A torre foi instalada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no qual é a maior área protegida de áreas úmidas continentais do Brasil.

De acordo com o instituto, a torre abriga instrumentos sofisticados para medir metano, dióxido de carbono, vapor d’água e outras variáveis hidrometeorológicas.

Com base na pesquisadora do Instituto Mamirauá, Lady Custódio, a construção da torre enfrentou desafios significativos devido às peculiaridades do ambiente de várzea.

“Foi necessário planejar a logística com base no ritmo da enchente e seca, o que exigiu um acompanhamento rigoroso. Apesar das dificuldades, o sucesso da construção e a obtenção dos primeiros dados de monitoramento marcaram o início de uma nova fase promissora para a pesquisa ambiental na região”, afirmou.

Sendo assim, o monitoramento contínuo dos gases de efeito estufa na Torre de Fluxo permitirá a coleta de dados inéditos sobre a emissão desses gases em florestas de várzea, especialmente durante os períodos de seca e cheia, momento em que o nível da água pode variar de 10 a 12 metros ao longo do ano.

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Desafios

Efeito estufa
Foto: Ilustração/Envato

Segundo a pesquisadora do Instituto Mamirauá, Lady Custódio, além dos benefícios da torre, para chegar ao processo de conclusão da construção ainda foram enfrentados desafios significativos devido às peculiaridades do ambiente de várzea.

“Foi necessário planejar a logística com base no ritmo da enchente e seca, o que exigiu um acompanhamento rigoroso. Apesar das dificuldades, o sucesso da construção e a obtenção dos primeiros dados de monitoramento marcaram o início de uma nova fase promissora para a pesquisa ambiental na região”, explicou.

Ela ainda relata que o monitoramento contínuo dos gases de efeito estufa na Torre de Fluxo permitirá a coleta de dados inéditos sobre a emissão desses gases em florestas de várzea, especialmente durante os períodos de seca e cheia.

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Tags: amazôniaefeito estufaMeio Ambientetorre

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