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Casos de raiva em região de fronteira aumentam atenção de produtores em Goiás

Casos foram registrados em uma ovelha e uma vaca.

Por Arieny Alves
Publicado em 08/05/2025 às 09:04
Casos de raiva em região de fronteira aumentam atenção de produtores em Goiás

Principal transmissor é o morcego. Foto: Envato

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Dois casos de raiva dos herbívoros no município de Carneirinho (MG), próximo às divisas com Goiás e Mato Grosso do Sul, levaram à intensificação de medidas preventivas por parte da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa).

A ação ocorre em conjunto com o Instituto Mineiro de Defesa Agropecuária (IMA) e a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do Mato Grosso do Sul (Iagro).

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Casos de raiva em herbívoros

Casos de raiva
Foto: Divulgação/Embrapa

Em transmissão online promovida pelas três instituições, técnicos destacaram os principais sinais clínicos da doença nos animais, orientações para identificação de morcegos hematófagos da espécie Desmodus rotundus, principais vetores, e medidas que devem ser adotadas diante de suspeitas.

De acordo com Fábio Leal, fiscal agropecuário da Agrodefesa, os casos registrados em uma ovelha e uma vaca acendem o sinal de alerta na região próxima ao Rio Paranaíba.

Áreas como o povoado de Olaria da Fumaça, em Itajá (GO), que fica a 16 quilômetros de uma das propriedades afetadas, estão sob vigilância intensificada.

Após a confirmação dos casos, equipes do IMA identificaram abrigos de morcegos hematófagos na região e iniciaram ações de controle. Fiscais de Goiás também estão atuando com monitoramento e captura desses animais.

A recomendação aos produtores é comunicar imediatamente a presença de colônias, especialmente em estruturas como casas abandonadas, pontes, cavernas ou cisternas. A orientação é não tentar espantar os morcegos, evitando a dispersão dos abrigos.

Essas atividades integram o Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH), que visa reduzir a incidência da doença. A estratégia inclui o tratamento dos morcegos capturados com substância anticoagulante, com objetivo de controlar a população e, assim, diminuir os riscos de transmissão ao rebanho e à população humana.

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Raiva dos herbívoros

Casos de raiva confirmados
Foto: Divulgação/Embrapa

A raiva dos herbívoros é uma enfermidade viral letal que pode afetar bovinos, equídeos, caprinos e ovinos. Os principais sintomas incluem dificuldade de locomoção, salivação intensa, decúbito prolongado, movimentos involuntários e isolamento do animal.

A doença evolui rapidamente e pode levar à morte em menos de uma semana. Por ser uma zoonose, representa também risco à saúde humana. Por isso, o contato com saliva ou sangue de animais suspeitos deve ser evitado.

A vacinação anual continua sendo a principal forma de prevenção, especialmente em áreas de alto risco. O diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Rafael Vieira, lembra que a imunização é obrigatória nesses municípios e a atual etapa segue até 15 de junho em 119 localidades goianas.

Vieira também destaca que a notificação de casos não acarreta penalidades ao produtor e é essencial para que as autoridades adotem as medidas adequadas com rapidez.

O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, ressalta a importância da articulação entre os estados no controle da doença, sobretudo nas regiões de fronteira. Para ele, o monitoramento constante e a vacinação são fundamentais para reduzir os impactos da raiva no setor agropecuário.

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Tags: Casos de raivaherbívorosmedidas preventivasprodutores em Goiás

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