As vendas externas brasileiras de carne de frango alcançaram um desempenho histórico em janeiro, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Considerando produtos in natura e processados, os embarques somaram 459 mil toneladas, o maior volume já registrado para o mês. O resultado representa crescimento de 3,6% na comparação com janeiro do ano passado.
Exportações de carne de frango

A receita acompanhou o avanço do volume exportado e também atingiu patamar recorde. O setor faturou US$ 874,2 milhões no período, alta de 5,8% frente ao mesmo mês de 2025.
Os Emirados Árabes Unidos mantiveram a liderança entre os destinos da carne de frango brasileira, com a importação de 44,3 mil toneladas, aumento de 14% em relação ao ano anterior. Na sequência aparecem África do Sul, Arábia Saudita e China. Enquanto alguns mercados registraram crescimento expressivo, como União Europeia, Filipinas e Chile, outros apresentaram retração, caso da China.
Entre os estados, o Paraná seguiu como principal exportador, com 187,7 mil toneladas embarcadas em janeiro. Santa Catarina e Rio Grande do Sul completam o ranking dos maiores volumes, seguidos por São Paulo e Goiás.
Carne suína também registra crescimento

As exportações brasileiras de carne suína repetiram o desempenho positivo e também estabeleceram recorde para janeiro. Ao todo, foram embarcadas 116,3 mil toneladas, volume 9,7% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
O faturamento com as vendas externas atingiu US$ 270,2 milhões, crescimento de 13,6% na comparação anual e o melhor resultado já alcançado para o mês.
As Filipinas lideraram as compras de carne suína brasileira, com 37,4 mil toneladas, praticamente dobrando o volume importado em relação a janeiro do ano passado. Japão e Hong Kong aparecem na sequência, enquanto mercados como China e Argentina apresentaram retração nos embarques.
No recorte por estados, Santa Catarina permaneceu na primeira posição, mesmo com leve queda no volume exportado. Rio Grande do Sul e Paraná registraram crescimento expressivo, enquanto Mato Grosso e Minas Gerais completaram a lista dos principais exportadores no período.







