As exportações de ovos voltaram a crescer em agosto, após meses de queda no acumulado do ano.
Foram embarcadas 2,322 mil toneladas de produtos in natura e processados, alta de 9,1% em relação às 2,129 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Exportações de ovos

Apesar do aumento no volume, a receita com as vendas externas caiu 15% na comparação anual. O setor movimentou US$ 4,868 milhões em agosto, ante US$ 5,729 milhões no mesmo período do ano passado.
O desempenho de agosto, no entanto, não foi suficiente para reverter a retração registrada em 2026. Entre janeiro e agosto, o Brasil exportou 19,982 mil toneladas de ovos, queda de 38,1% frente às 32,303 mil toneladas embarcadas nos primeiros oito meses de 2025. Em receita, o recuo foi de 41,7%, passando de US$ 75,295 milhões para US$ 43,903 milhões.
A distribuição dos embarques também mudou entre os principais mercados. O Chile foi o principal destino em agosto, com 1,213 mil toneladas, mais de seis vezes o volume registrado no mesmo mês do ano passado, quando foram enviadas 172 toneladas.

Na sequência aparecem Vietnã, com 275 toneladas; Serra Leoa, com 160 toneladas; México, com 144 toneladas, queda de 52,6%; e Japão, com 140 toneladas, recuo de 75,8%.
Para a ABPA, o resultado de agosto indica uma recuperação das vendas externas em alguns mercados e maior diversificação dos destinos.
O desempenho, porém, ainda está distante do registrado em 2025, considerado um período fora da curva para as exportações brasileiras de ovos, especialmente em razão da demanda do mercado norte-americano.







