Representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniram com o Ministério da Agricultura para tratar de estratégias voltadas à erradicação da Peste Suína Clássica (PSC) em todo o país.
O encontro foi articulado pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e pela Associação das Empresas de Genética de Suínos (Abegs), em parceria com o Departamento de Saúde Animal da pasta.
Erradicação da Peste Suína Clássica

Atualmente, o Brasil está dividido em duas áreas sanitárias distintas, sendo a Zona Livre da doença, que engloba as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de Bahia, Sergipe, Acre, Rondônia e parte do Amazonas; e a Zona Não Livre, formada por 11 estados das regiões Norte e Nordeste.
Durante a reunião, representantes do setor manifestaram preocupação com a permanência da doença na Zona Não Livre, onde estão concentrados cerca de 6 milhões de suínos distribuídos em aproximadamente 310 mil propriedades. Nessas localidades, as restrições sanitárias afetam a comercialização e o trânsito de animais, com reflexos sobre a cadeia produtiva.
O último foco registrado e posteriormente controlado ocorreu em 2025, no município de Porto, no Piauí. Segundo a CNA, as limitações impostas à Zona Não Livre também acabam impactando outras regiões do país.
O Ministério da Agricultura detalhou as iniciativas já em curso e as próximas etapas previstas para essa área, que foi subdividida em duas regiões conforme o nível de risco sanitário.
Estratégias por regiões

Na chamada região 1, que compreende os estados do Nordeste, com exceção do Maranhão, a estratégia envolve vigilância clínica contínua e a implementação de um calendário de vacinação nas áreas onde houve registros recentes da enfermidade.
Já a região 2, formada pelos estados do Norte e pelo Maranhão, apresenta cenário considerado mais favorável, sem notificações da doença nos últimos anos. Nessa área, além da vigilância nos criatórios, estão sendo conduzidos estudos epidemiológicos para comprovar a ausência de circulação do vírus.
De acordo com o assessor técnico da CNA, Rafael Ribeiro, caso os resultados confirmem esse cenário, será elaborado um dossiê a ser encaminhado à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) com pedido de reconhecimento internacional como área livre de Peste Suína Clássica sem vacinação.







