O rebanho bovino brasileiro recuou 1,7% em 2025, para 234,25 milhões de cabeças, uma redução de 3,96 milhões de animais em relação ao ano anterior.
A queda ocorreu em um cenário de aumento dos abates, que atingiram o recorde de 42,95 milhões de bovinos no país. Os dados fazem parte da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM).
As fêmeas, entre vacas e novilhas, representaram 46,9% dos animais abatidos, totalizando 20,12 milhões de cabeças. Em 2024, o efetivo bovino já havia registrado uma redução de 0,2%.
Rebanho bovino

O levantamento também apontou queda de 0,5% no rebanho de búfalos, estimado em 1,8 milhão de cabeças. O Pará, estado com o maior efetivo bubalino, registrou redução de 5%, equivalente a 38,6 mil animais a menos. Na contramão, os rebanhos do Amapá e do Amazonas cresceram 1,7% e 13,8%, respectivamente, com acréscimo conjunto próximo de 27 mil cabeças.
O número de galináceos no Brasil alcançou 1,61 bilhão de aves em 2025, alta de 1,6% em relação a 2024 e novo recorde da série. O resultado acompanha a demanda interna por carne de frango e ovos, além do ritmo das exportações brasileiras.
O Paraná concentrou quase 29% do total nacional e permaneceu na liderança, com predominância de aves destinadas à produção de carne. O efetivo estadual aumentou 1,8% em um ano.
São Paulo ficou em segundo lugar, com 12,2% das aves do país. No estado, onde a produção de ovos comerciais tem maior peso, o número de galináceos caiu 3,6%.
Entre os outros estados com participação relevante, o Rio Grande do Sul registrou crescimento de 7,6%, Santa Catarina teve alta de 4,1% e Minas Gerais avançou 2,3%.
Rebanho suíno

O efetivo de suínos chegou a 43,99 milhões de cabeças em 2025, incluindo 4,96 milhões de matrizes. O resultado representa aumento de 0,5% em relação ao ano anterior. O número de matrizes, por sua vez, cresceu 0,2%, em um cenário de valorização dos animais terminados.
Apesar da alta, o rebanho permaneceu abaixo do recorde de 2022, quando o país contabilizou 44,39 milhões de suínos.
Os três estados da Região Sul lideraram o ranking nacional, seguidos por Minas Gerais e Mato Grosso. O Rio Grande do Sul teve o maior aumento absoluto, com 197,05 mil animais a mais, alta de 3,2%.
Em sentido contrário, Mato Grosso registrou redução de 111,04 mil suínos, queda de 5,1%, enquanto o Paraná teve diminuição de 79,06 mil cabeças, recuo de 1,1%.
Alagoas também se destacou, com crescimento de 22% no efetivo suíno. O estado chegou a aproximadamente 202 mil animais.
Produção de leite atinge 36,6 bilhões de litros
A produção brasileira de leite cresceu 2,7% em 2025 e alcançou 36,6 bilhões de litros, renovando o recorde nacional.
A Região Sul voltou a ocupar a primeira posição entre as regiões produtoras, com 12,4 bilhões de litros, aumento de 4,4% em relação a 2024.
Minas Gerais permaneceu como principal produtor estadual, com 10 bilhões de litros e alta de 2,9%. Na sequência, apareceram o Paraná, com 4,8 bilhões de litros, crescimento de 3,9%, e o Rio Grande do Sul, com 4,2 bilhões, avanço de 5,2%.
Produção de peixes cresce 7% e tilápia mantém liderança
A produção brasileira de peixes chegou a 783,9 mil toneladas em 2025, crescimento de 7% na comparação anual. A tilápia respondeu por 533,7 mil toneladas, o equivalente a 68,2% do total nacional.
O volume de tilápia aumentou 5% em relação a 2024, com acréscimo de 27,4 mil toneladas. A atividade também mantém uma trajetória de expansão no longo prazo: a produção passou de 169,3 mil toneladas em 2013 para 533,7 mil toneladas em 2025.
A Região Sul concentrou 48% da produção de tilápia, seguida pelo Sudeste, com 26%. O Nordeste respondeu por 17%, enquanto o Centro-Oeste representou 8%.
O Paraná liderou o ranking estadual, com 39% da produção nacional. São Paulo, com 13%, Minas Gerais, com 12%, e Santa Catarina, com 8%, vieram na sequência. Juntos, os quatro estados responderam por 72% da produção brasileira de tilápia em 2025.







