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Algas marinhas são estudadas como alternativa para aumentar resistência de lavouras à seca

Testes com canola e trigo indicam que extratos de algas podem ajudar plantas a enfrentar períodos de estiagem.

Por Arieny Alves
Publicado em 11/03/2026 às 11:58
Algas marinhas são estudadas como alternativa para aumentar resistência de lavouras à seca

Foto: Agnaldo Chaves/Embrapa

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Pesquisadores da Embrapa Agroenergia, no Distrito Federal, investigam o potencial de algas marinhas encontradas no litoral brasileiro para desenvolver um bioestimulante capaz de aumentar a tolerância de culturas agrícolas à falta de água.

Ensaios realizados em casa de vegetação com canola e trigo cultivados no Cerrado indicaram resultados considerados promissores, com aumento de até 160% na formação de síliquas da canola, estruturas que abrigam as sementes  e crescimento entre 10% e 12% no sistema radicular do trigo.

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Potencial de algas marinhas encontradas no litoral brasileiro

Algas marinhas
Foto: Envato

A pesquisa faz parte do projeto Algoj, iniciativa que reúne a Embrapa, a empresa CBKK e conta com financiamento da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). O objetivo é desenvolver um produto agrícola a partir de matéria-prima renovável, utilizando algas que podem ser cultivadas em diferentes pontos da costa brasileira.

Nos experimentos, os efeitos variaram conforme a cultura analisada. Na canola, o principal impacto ocorreu na formação das síliquas, etapa que influencia diretamente o potencial produtivo da planta. No trigo, os pesquisadores observaram maior desenvolvimento das raízes, característica que pode favorecer a absorção de água em períodos de estiagem.

Os testes ainda foram realizados em ambiente controlado, com temperatura e umidade monitoradas, o que exige novas etapas de avaliação em campo. Mesmo assim, as pesquisadoras Simone Mendonça e Patrícia Abrão, responsáveis pelo estudo iniciado em 2023, avaliam que os resultados iniciais indicam potencial para aplicação agrícola.

A escolha das culturas está relacionada ao avanço do cultivo de inverno no Cerrado, especialmente em áreas onde o período seco, que vai de maio a setembro, tem se intensificado nas últimas décadas. Trigo e canola foram selecionados por enfrentarem fases importantes do desenvolvimento durante esse intervalo de menor disponibilidade de água.

Nos testes com canola, uma das formulações à base de algas antecipou o florescimento e apresentou desempenho superior sob restrição hídrica quando comparada a um produto comercial utilizado como referência. No caso do trigo cultivado sem irrigação, uma das formulações avaliadas promoveu crescimento do volume e do comprimento das raízes.

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Produção de síliquas

Produção de siliquas
Foto: Divulgação/Embrapa

O pesquisador Agnaldo Chaves ressalta que os percentuais de aumento observados na produção de síliquas ocorreram em condições de casa de vegetação e não devem ser reproduzidos na mesma proporção em lavouras comerciais.

Nos experimentos realizados até agora, duas formulações mostraram desempenho positivo na canola e uma no trigo de sequeiro. Os ensaios com canola acompanharam o ciclo da planta por cerca de 100 dias, até a fase reprodutiva, enquanto os testes com trigo chegaram até o estágio vegetativo.

Com os resultados iniciais, a equipe pretende avançar para experimentos em áreas experimentais e, posteriormente, em propriedades rurais, a fim de verificar se os efeitos observados em ambiente controlado também podem ser confirmados em condições reais de cultivo.

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Tags: algas marinhasembrapalavouras

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