A Austrália confirmou nesta sexta-feira (19) a primeira detecção da cepa H5 de gripe aviária altamente patogênica em seu território.
A confirmação foi feita pelo Centro Australiano para Preparação contra Doenças (ACDP), após análises laboratoriais realizadas em uma ave marinha migratória encontrada doente no sul da Austrália Ocidental.
O vírus foi identificado em um mandrião-pardo (também conhecido como skua-marrom), localizado em uma área isolada no dia 14 de junho, nas proximidades do Parque Nacional Cape Le Grand.
As autoridades também analisam amostras de um petrel-gigante encontrado doente na mesma região para verificar se o animal também foi infectado.

Segundo o governo australiano, até o momento não há registros da doença em aves de criação nem evidências de mortalidade em outras espécies relacionadas ao vírus. Por isso, o país mantém o status de livre de influenza aviária altamente patogênica em plantéis comerciais, conforme os padrões internacionais.
País amplia monitoramento após confirmação
A ministra da Agricultura da Austrália Ocidental, Jackie Jarvis, afirmou que o caso está sendo tratado com máxima atenção e que, caso a circulação da cepa H5 seja confirmada, será adotada uma resposta nacional rápida e coordenada.
Com a confirmação do vírus, o governo australiano anunciou que irá intensificar a vigilância sanitária para avaliar a possível disseminação da infecção entre animais silvestres.
O ministro do Meio Ambiente, Murray Watt, destacou que, embora a confirmação represente um motivo de preocupação, o país se preparou para esse cenário ao longo dos últimos anos.
A Austrália era o único continente que ainda não havia registrado a presença da cepa H5 altamente patogênica em seu território continental.








