O Brasil conquistou nesta quarta-feira (26) novas oportunidades para a exportação de produtos agropecuários para a Costa Rica, a Malásia e a Nigéria.
As autoridades sanitárias dos três países comunicaram ao governo brasileiro a aprovação dos requisitos necessários para a entrada de mercadorias nacionais, ampliando o número de produtos brasileiros com acesso a esses mercados.
Exportações de produtos agropecuários

Na Costa Rica, foi autorizada a exportação de sementes de trigo. A abertura permite que produtores e empresas brasileiras do setor passem a buscar espaço no mercado costarriquenho, que já possui relações comerciais relevantes com o agronegócio brasileiro. Em 2023, as exportações agrícolas do Brasil para a Costa Rica somaram US$ 272 milhões, com destaque para cereais, farinhas e preparações, produtos florestais e itens do complexo soja.
A autorização também tem importância estratégica por se tratar de sementes, um produto ligado diretamente à formação das lavouras e à oferta de material para cultivo. Para realizar esse tipo de operação, é necessário atender às exigências fitossanitárias estabelecidas pelo país comprador, além dos procedimentos de certificação aplicáveis às sementes destinadas ao comércio internacional. O Brasil possui sistemas específicos de certificação para exportação desse tipo de produto.
Na Malásia, a novidade envolve a flor seca de cravo-da-índia. Embora seja um produto de menor escala quando comparado às principais commodities da pauta exportadora brasileira, a autorização representa a abertura de um novo nicho comercial para empresas que trabalham com produtos vegetais processados ou secos. O acesso a novos destinos pode ampliar as alternativas de comercialização e reduzir a dependência de poucos mercados compradores.

Já a Nigéria autorizou a entrada de maçãs brasileiras. A medida cria uma nova possibilidade para produtores, cooperativas, empacotadores e exportadores que atuam na cadeia da fruta, permitindo que o produto nacional seja direcionado a um mercado africano de grande potencial consumidor.
A abertura desses três mercados ocorre em um momento de expansão das vendas externas do agronegócio brasileiro. No primeiro trimestre de 2026, as exportações do setor alcançaram US$ 38,1 bilhões, crescimento de 0,9% em relação ao mesmo período de 2025 e o maior resultado da série histórica para os primeiros três meses do ano.







