Portal Agro2
Sem resultado
Ver todos os resultados
Portal Agro2
Sem resultado
Ver todos os resultados
Portal Agro2
Sem resultado
Ver todos os resultados

Cigarrinhas podem comprometer em até 80% a produtividade da safra de milho

Por Gabriela Amaral
Publicado em 25/11/2021 às 10:24
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Share on FacebookShare on Twitter

Levando em consideração os problemas diários que atingem as plantações, a presença das cigarrinhas nas plantações de milho podem significar grande impactos na produtividade e cultura do grão. Além o dano direto, a presença desses insetos podem potencializar a transmissão do patógeno. A estimativa é que, com a presença da cigarrinha no campo, o prejuízo na lavoura pode chegar em até 80% de perda.

De acordo com as informações passadas por Jerson Guedes, pesquisador e coordenador do laboratório de manejo integrado de pragas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFMS), “a cigarrinha produz o dano direto, que é a alimentação nos tecidos e nos vasos da planta e, portanto, extrai a seiva e reduz a produção de massa verde e, logo, de produção de milho“, explica o pesquisador.

LEIA TAMBÉM

Safra 2026/27 de cana-de-açúcar deve crescer, mas custos seguem pressionando produtores

Safra 2026/27 de cana-de-açúcar deve crescer, mas custos seguem pressionando produtores

Produção de citros avança e safra de laranja deve crescer 9,8% em Goiás

Produção de citros avança e safra de laranja deve crescer 9,8% em Goiás

Impactos da cigarrinha nas lavouras

A preocupação maior que o produtor deve ter não é com a queda na produtividade e sim com a potencial capacidade de transmissão do patógeno que esses insetos possuem. “O dano indireto, que é muitas vezes mais importante do que o próprio dano direto, é a capacidade do inseto de transmitir patógenos – geralmente bactérias e vírus que causam os enfezamentos do milho. Esses enfezamentos são causados por espiroplasmas e fitoplasmas que podem gerar perdas muito importantes na produtividade”, afirma Guedes.

O impacto na produção e o percentual de perda depende muito da forma como a praga atinge a plantação. Em casos onde os danos são diretos e indiretos, os prejuízos para o produtor rural podem ser ainda mais altos. Para analisar os níveis de propagação e o cenário em que a lavoura se encontra é necessário levar em consideração fatores como a época do ano em que a infestação acontece e a capacidade de transmissão das cigarrinhas.

Para combater a infestação de modo efetivo, Guedes afirma que deve-se intervir no contexto através da utilização de cultivares mais resistentes, tratamento de sementes e a pulverização de inseticidas de alto índice de eficiência. “Devemos estudar o histórico da área e considerar especialmente as plantas voluntárias que sobram e que acabam hospedando, fora de época, a cigarrinha e os patógenos”, sugere o pesquisador.

A utilização de métodos de semeadura também pode amenizar o problema com as cigarrinhas. “Semear o mais cedo possível e tentar não escalonar essas semeaduras no caso de segunda safra, para que se evite alternativas de sobrevivência do inseto”, destaca ele. Os avanços tecnológicos e a preocupação com a qualidade do grão traz para o agronegócio uma certa “obrigação” em manter a propriedade e lavoura protegida de pragas e problemáticas diárias.

Desta forma, Jerson Guedes destaca que “há muitos avanços recentes nos aspectos genéticos ou fitotécnicos com relação à nutrição, química e biológica, e isso conduz a uma elevação muito grande da produtividade nacional. Por outro lado, isso dá ao produtor uma responsabilidade de proteger ainda mais o milho. As médias nacionais alcançam em torno de 5,3 toneladas por hectare, mas os produtores mais qualificados produzem em torno de 9 t/ha. Esse cenário de altas produtividades exige níveis elevados de proteção ao investimento, reduzindo as perdas”.

Tags: AgriculturaagronegócioCigarrinhasSafra de milho

Notícias relacionadas

Mercado de feijão fecha julho com queda no carioca e preços estáveis para o feijão-preto

Mercado de feijão fecha julho com queda no carioca e preços estáveis para o feijão-preto

O mercado de feijão encerrou julho com comportamentos distintos entre as principais variedades comercializadas. Enquanto o feijão-carioca sofreu desvalorização devido...

Colheita do algodão em Mato Grosso avança, mas segue abaixo da média histórica

Colheita do algodão em Mato Grosso avança, mas segue abaixo da média histórica

A colheita do algodão da safra 2025/26 em Mato Grosso chegou a 13,11% da área cultivada até o fim de...

Estudo identifica manejo que aumenta resistência da aveia-preta às geadas

Estudo identifica manejo que aumenta resistência da aveia-preta às geadas

As geadas, comuns durante o inverno na Região Sul do Brasil, costumam comprometer o desenvolvimento da aveia-preta, uma das principais...

Prazo para atualização cadastral de aquicultores é prorrogado até dezembro de 2026

Prazo para atualização cadastral de aquicultores é prorrogado até dezembro de 2026

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) prorrogou até 31 de dezembro de 2026 o prazo para a atualização cadastral...

logomarca Agro2

Plantando ideias. Colhendo soluções.

Notícias sobre agronegócio e safras, dicas de manejo da terra e de como melhorar sua produção agropecuária.

CONHEÇA

  • Home
  • Quem somos
  • Expediente
  • Comercial
  • Podcast AGRO2
  • Contato

PRIVACIDADE

  • Política de Privacidade
  • Política de Segurança LGPD
  • Termos de Uso
  • Cookies

REDES SOCIAIS

PODCASTS

INSCREVA-SE
em nossa newsletter

© 2026 Portal AGRO2

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Últimas notícias
  • Agricultura
  • Agronegócio
  • Dicas
  • Economia
  • Meio Ambiente
  • Pecuária
  • Podcast
  • Política
  • Tecnologia
  • Contato
    • Quem somos
    • Comercial
    • LGPD
    • Política de Privacidade

© 2022 Agro2 - Plantando ideias. Colhendo soluções.