Duas novas cultivares de algodão desenvolvidas pela Embrapa em parceria com a Lyntera começam a chegar ao mercado neste mês.
A BRS 510 B2RF e a BRS 810 B3RF serão apresentadas durante o 15º Congresso Brasileiro do Algodão, realizado de 22 a 24 de setembro, em Belo Horizonte (MG).
Novas cultivares de algodão

As duas variedades são transgênicas e possuem tecnologias para resistência a lagartas e tolerância ao glifosato. A BRS 510 B2RF utiliza a tecnologia Bollgard 2 RRFlex, enquanto a BRS 810 B3RF conta com a Bollgard 3 RRFlex. As cultivares também apresentam resistência ao nematoide das galhas (Meloidogyne incognita) e a doenças como bacteriose, doença-azul e mancha de ramulária.
A resistência a nematoides é uma das características dos novos materiais. O nematoide das galhas ataca as raízes do algodoeiro e pode reduzir a produtividade em até 50%. A mancha de ramulária, por sua vez, pode provocar perdas de 25% a 35% em condições consideradas normais e superiores a 70% quando a ocorrência é severa.
As cultivares são adaptadas a solos arenosos, mas apresentam diferenças quanto à resistência a nematoides e às regiões de indicação.
A BRS 510 B2RF é resistente também ao nematoide reniforme (Rotylenchulus reniformis), que pode causar perdas superiores a 60% em áreas com alta infestação. A produtividade média informada para a cultivar é de aproximadamente 7,6 toneladas por hectare na primeira safra e mais de 5,3 toneladas por hectare na segunda.
O material é indicado para áreas de produção de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Ceará, Tocantins e Paraná, inclusive locais com histórico de ocorrência de nematoides e doenças.

A BRS 810 B3RF apresenta resistência a bacteriose, doença-azul, mancha de ramulária e ao nematoide das galhas. A cultivar tem produtividade média de cerca de 7,3 toneladas por hectare na primeira safra e 5,2 toneladas por hectare na segunda. As fibras também atendem aos parâmetros informados pela Embrapa para utilização pela indústria têxtil.
A indicação de cultivo inclui áreas de primeira safra e de abertura de segunda safra no Cerrado e outras regiões classificadas como aptas pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). O material pode ser utilizado no Distrito Federal e nos estados de Goiás, Mato Grosso, Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí, Tocantins, Minas Gerais e Paraná, além de áreas irrigadas do Semiárido.
A comercialização das sementes será feita pela Lyntera.







