As exportações brasileiras somaram US$ 21,89 bilhões até a terceira semana de setembro de 2026, alta de 21,5% em relação ao mesmo período de setembro do ano passado.
Já as importações também avançaram, mas em ritmo menor, de 9%, e chegaram a US$ 17,61 bilhões. Com isso, o país registrou superávit de US$ 4,28 bilhões na balança comercial, resultado 130,8% superior ao observado em setembro de 2025.
Exportações brasileiras em outubro

A corrente de comércio, que reúne exportações e importações, alcançou US$ 39,50 bilhões no período, crescimento de 15,6% na comparação anual.
Entre os setores exportadores, a Indústria Extrativa apresentou a maior expansão, com alta de 44,7% e vendas de US$ 5,77 bilhões. A Indústria de Transformação movimentou US$ 11,44 bilhões, crescimento de 15,3%, enquanto a Agropecuária exportou US$ 4,44 bilhões, avanço de 12,5%.
Na Agropecuária, contribuíram para o resultado as maiores vendas de centeio, aveia e outros cereais não moídos, café não torrado e soja. Na Indústria Extrativa, cresceram principalmente as exportações de outros minerais em bruto, outros minérios e concentrados de metais de base e óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos.
Já na Indústria de Transformação, tiveram aumento nas vendas os farelos de soja e outros alimentos para animais, os óleos combustíveis de petróleo e o ouro não monetário.
Apesar do desempenho positivo do comércio exterior, alguns produtos registraram queda nas exportações. Entre eles estão o milho não moído, as especiarias e sementes oleaginosas na Agropecuária; minério de ferro, minérios de cobre e minérios de níquel na Indústria Extrativa; além de carne bovina, açúcares e melaços e veículos automóveis de passageiros na Indústria de Transformação.
Pelo lado das importações, a Indústria de Transformação concentrou o maior volume, com US$ 16,28 bilhões, alta de 7,6%. As compras da Indústria Extrativa cresceram 34,8%, para US$ 900 milhões, enquanto a Agropecuária registrou avanço de 18,1%, totalizando US$ 330 milhões.

Entre os produtos que mais contribuíram para o aumento das importações estão pescado, frutas e nozes e soja, no setor agropecuário. Também cresceram as compras de minérios e concentrados de metais de base, carvão e petróleo bruto. Na Indústria de Transformação, tiveram destaque os óleos combustíveis, máquinas de processamento automático de dados e veículos automóveis de passageiros.
No acumulado de janeiro até a terceira semana de setembro, as exportações chegaram a US$ 272,75 bilhões, alta de 11,1% ante o mesmo período de 2025. As importações somaram US$ 213,15 bilhões, crescimento de 5,8%. O resultado foi um superávit de US$ 59,60 bilhões, 35,2% acima do registrado no ano anterior. A corrente de comércio acumulada alcançou US$ 485,89 bilhões, com aumento de 8,7%.






