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Pesquisa usa edição gênica para desenvolver arroz resistente à brusone

Pesquisa resultou em duas linhagens do cereal que são resistentes à doença, que é considerada a mais destrutiva da cultura e ocorre em todo o Brasil.

Por Janaina Honorato
Publicado em 03/09/2024 às 15:31
Pesquisa usa edição gênica para desenvolver arroz resistente à brusone

Estudo identificou grupo de proteínas que podem deixar a planta suscetível à doença. Foto: Cláudio Bezerra

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Uma pesquisa vem desenvolvendo linhagens de arroz resistentes à brusone, doença que mais afeta a cultura e que está presente em todo o território Brasileiro.

Estudo da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF) vem por meio da edição gênica, usando a técnica CRISPR/Cas9, para trazer resistência à doença à cultivar de arroz BRSMG Curinga, que foi lançada em 2005, mas substituída no mercado após se tornar suscetível a brusone ao longo dos anos.

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Pesquisa que busca arroz resistente à brusone

Pesquisadora Angela Mehta na casa de vegetação.
Pesquisadora Angela Mehta na casa de vegetação. Foto: Cláudio Bezerra

A tecnologia, resultado do nocaute de dois genes-alvo relacionados à brusone, ainda está em fase de testes, mas tem potencial de chegar ao mercado em poucos anos.

Segundo a pesquisadora Angela Mehta, cultivares como a BRSMG Curinga, lançadas no mercado como resistentes ou tolerantes à brusone, tornam-se suscetíveis em alguns anos, pois fungo tem variabilidade alta. Um problema tanto para o arroz de sequeiro como para o irrigado.

O estudo comparou um genótipo de arroz suscetível a um genótipo resistente em busca de proteínas que, depois da infecção pelo patógeno, se tornam mais abundantes na planta suscetível.

“Nós identificamos um grupo de proteínas potencialmente envolvido nessa suscetibilidade e selecionamos alguns genes correspondentes para fazer o nocaute por CRISPR”, afirma Mehta.

O termo “nocaute” significa retirar a função de um determinado gene, que deixa de produzir a proteína funcional. Foram identificados três genes passíveis de nocaute, dois deles validados durante o doutorado-sanduíche de Fabiano Távora, orientado por Mehta, realizado no Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad), na França.

Ao fazer o nocaute desses genes na variedade de arroz Kitaake, considerada modelo, Távora constatou que a planta ficou um pouco mais resistente à brusone em relação à variedade não editada.

“Nós usamos um desses genes como alvo, e selecionamos outros dois para fazer uma combinação de alvos para o nocaute de dois genes ao mesmo tempo, em duas construções distintas na cultivar BRSMG Curinga”, explica Mehta.

O estudo resultou em duas linhagens de arroz resistentes à brusone, apresentando mutações para os dois genes-alvo.

Segundo a pesquisadora, foram realizados nocautes de dois genes, ao mesmo tempo, para potencializar a resistência e obter uma resposta melhor. Ela ressalta que esses resultados, até o momento, foram obtidos em casa de vegetação, desafiando as linhagens a um isolado do fungo. A próxima etapa é desafiá-las com outros isolados para verificar se essa resistência vai se manter.

Para a pesquisadora, o resultado da pesquisa oferece uma importante fonte de resistência genética à brusone, diferente da que se tem hoje, para incorporação em variedades e linhagens-elite e até em linhagens de populações de seleção recorrente do programa de melhoramento de arroz.

O estudo está sendo desenvolvido em parceria com os pesquisadores Raquel Mello e Adriano Castro, da Embrapa Arroz e Feijão (GO), em projeto liderado por Angela Mehta, financiado pela Embrapa, com o apoio de um projeto Embrapa-Monsanto, liderado pela pesquisadora Márcia Chaves, da Embrapa Clima Temperado (RS).

  • Tecnologia: Cadeia produtiva do arroz começa a ter 100% de rastreabilidade

Brusone

Brusone é considerada a doença mais destrutiva do arroz.
Brusone é considerada a doença mais destrutiva do arroz. Foto: Divulgação

A brusone, que é causada pelo fungo Magnaporthe oryzae, tem maiores prejuízos em arroz de terras altas, na Região Centro-Oeste, e podem comprometer em até 100% a produção. As principais fontes de contaminação primária são sementes infectadas e restos culturais.

Os sintomas nas folhas iniciam-se com a formação de pequenas lesões necróticas de coloração marrom, que aumentam em tamanho, de margens marrons e centro cinza ou esbranquiçado. Em condições favoráveis, as lesões causam a morte das folhas e, muitas vezes, da planta inteira.

  • Agricultura: Nova cultivar de arroz de sequeiro produz bem em rotação com grãos e hortaliças
Tags: arrozbrusoneedição gênicaembrapapesquisa

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