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El Niño ganha força nas previsões e acende alerta para impactos no clima e produção agrícola

Projeções indicam alta chance de formação do fenômeno ainda em 2026, com impactos distintos entre regiões e reflexos diretos na produção agrícola.

Por Arieny Alves
Publicado em 24/04/2026 às 17:33
El Niño ganha força nas previsões e acende alerta para impactos no clima e produção agrícola

Foto: Envato

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O aquecimento anormal das águas do Pacífico equatorial, conhecido como El Niño, voltou ao centro das atenções de meteorologistas e do setor produtivo diante de novas projeções que indicam maior probabilidade de ocorrência do fenômeno ao longo de 2026.

Integrante do sistema climático ENOS (El Niño-Oscilação Sul), o evento resulta de alterações tanto oceânicas quanto atmosféricas e pode provocar impactos significativos no regime de chuvas e nas temperaturas em diversas regiões do planeta, incluindo o Brasil.

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El Niño em 2026

Safras impactadas pelo El Niño
Foto: Envato

Caracterizado pelo aumento persistente da temperatura da superfície do mar,  geralmente acima de 0,5°C em relação à média, o El Niño não possui duração fixa e pode se estender por mais de um ano. A formação do fenômeno está diretamente ligada ao enfraquecimento ou à inversão dos ventos alísios, responsáveis por deslocar águas superficiais no Pacífico. Quando esse mecanismo falha, as águas quentes permanecem concentradas na superfície, intensificando o aquecimento.

De acordo com as projeções mais recentes do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), divulgadas em 20 de abril, o cenário atual é de neutralidade climática no Pacífico equatorial, após o fim de um episódio de La Niña.

No Brasil, os efeitos do fenômeno costumam ocorrer de forma desigual entre as regiões. Enquanto áreas do Norte e do Nordeste tendem a enfrentar redução das chuvas e aumento dos períodos de estiagem, o Sul do país geralmente registra volumes acima da média, o que também traz desafios.

  • Economia: Preços das frutas recuam com queda da maçã e hortaliças registram alta nas Ceasas

Agricultura

Agricultura
Foto: Envato

A agricultura está entre os setores mais vulneráveis a essas alterações climáticas. Nas regiões mais suscetíveis à seca, a diminuição das precipitações pode comprometer o desenvolvimento das lavouras, sobretudo em sistemas de sequeiro, além de reduzir a disponibilidade de água. Já no Sul, o excesso de chuvas pode dificultar o manejo no campo, prejudicar o solo e favorecer o surgimento de doenças nas culturas.

Cultivos de inverno, como os cereais produzidos na Região Sul, são particularmente afetados durante períodos de maior umidade, especialmente entre setembro e outubro. Nessas condições, fases importantes do desenvolvimento das plantas, como floração e enchimento de grãos, podem ser comprometidas, com reflexos diretos na produtividade e na qualidade da produção.

Para a safra de verão, os impactos também exigem atenção. Em regiões onde o El Niño reduz as chuvas, há maior risco de veranicos durante a primavera e o início do verão, o que pode atrasar o plantio e prejudicar o crescimento inicial de culturas como soja e milho.

  • Agronegócio: Alta no custo de transporte de grãos impacta custos da produção em MT
Tags: El Niñoimpactos no climaprodução agrícola

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