Após semanas de forte valorização, o mercado de feijão começou a perder força no fim de março, refletindo principalmente a desaceleração da demanda no mercado interno.
Dados do Indicador Cepea/CNA apontam que a dificuldade dos compradores em repassar os aumentos ao longo da cadeia contribuiu para reduzir o ritmo das negociações, enquanto produtores ampliaram a oferta para aproveitar os níveis ainda elevados de preço.
Mercado de feijão em março

Mesmo com a recente queda, o balanço de março segue positivo. O feijão carioca manteve média superior à de fevereiro, enquanto o feijão preto apresentou estabilidade, consolidando um primeiro trimestre marcado por valorização expressiva.
No caso do feijão preto tipo 1, as cotações recuaram de forma generalizada entre o fim de março e o início de abril. As quedas mais acentuadas foram registradas em Sorriso (MT) e Itapeva (SP), influenciadas pela maior competitividade do produto vindo da região Sul e pela necessidade da indústria de escoar estoques.
Para o feijão carioca de notas 8 e 8,50, o cenário foi semelhante, com recuos na maioria das regiões. As exceções foram o Distrito Federal, onde houve leve alta, e áreas do Centro e Noroeste de Goiás, que apresentaram estabilidade.

No Triângulo Mineiro, a queda mais intensa esteve ligada à qualidade inferior dos grãos e ao baixo interesse comprador. Apesar disso, o tipo registrou avanço de 6,7% na média de março frente a fevereiro e soma valorização de 43,3% no ano.
Já o feijão carioca de maior qualidade, com nota 9 ou superior, segue com oferta mais restrita, o que ainda sustenta os preços em algumas praças. Por outro lado, a presença de lotes com defeitos tem limitado ganhos mais consistentes.
Em Curitiba (PR), os preços recuaram diante da menor demanda e da qualidade irregular, enquanto no Noroeste de Minas a baixa disponibilidade garantiu leve alta. No consolidado de março, esse segmento apresentou aumento de 8,1% em relação ao mês anterior e acumula valorização de 48,1% no primeiro trimestre.







