Neste 3 de fevereiro, Goiás celebra mais do que um prato típico. O Dia da Pamonha marca a valorização de um alimento que carrega identidade, afeto e memória coletiva, além de reforçar a presença do milho na cultura e na economia regional.
Feita de milho verde e envolta na palha, que, combinada aos dias chuvosos, realça ainda mais o sabor, a pamonha aparece em versões doces e salgadas e simboliza a ligação entre o campo e a mesa, especialmente em regiões produtoras.
Dia da Pamonha

A data coincide com um momento de expansão da cultura no país. A área total estimada de milho, somadas as três safras, deve alcançar cerca de 22,8 milhões de hectares na temporada atual, o que representa crescimento de 4% em relação ao ciclo 2024/25.
O avanço corresponde a aproximadamente 871,8 mil hectares a mais em comparação aos 21,7 milhões de hectares registrados no período anterior.
O calendário agrícola segue concentrado entre a primavera e o verão. O plantio da primeira safra ocorre principalmente entre setembro e novembro, enquanto a segunda safra, conhecida como safrinha, é semeada de janeiro a março.
Em 2023, a área cultivada superou 22 milhões de hectares, com produtividade média entre 5 e 6 toneladas por hectare, atingindo níveis recordes na safra 2024/25.
Perspectiva da cultura agrícola na safra 25/26

Na safra 2025/26, a semeadura da primeira etapa avançou nos principais estados produtores, que concentram cerca de 92% da área cultivada. Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Bahia já concluíram o plantio. Maranhão e Piauí apresentam índices acima de 68% e 86%, respectivamente, enquanto o Rio Grande do Sul se aproxima do fim da semeadura, com cerca de 97% da área implantada.
A colheita ainda ocorre de forma pontual na maioria das regiões, com maior ritmo no Rio Grande do Sul, que já colheu cerca de 43% da área.
Na segunda safra, que responde por parcela expressiva da produção nacional, a semeadura começa a ganhar ritmo, especialmente em Mato Grosso, onde os índices já superam 20% da área prevista. Paraná, Mato Grosso do Sul e Tocantins também apresentam avanço, ainda que em níveis mais moderados. No conjunto dos nove principais estados, a média de plantio da safrinha chega a cerca de 12%.
Entre tradição e produtividade, o milho segue como elemento central da agricultura brasileira, unindo valor cultural, presença regional e importância econômica em um cenário de expansão das lavouras e expectativa de bons resultados ao longo da safra.







