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Plantas de cobertura e forrageiras são estratégias para recuperação de solo do RS

Solo do estado precisará de uma década para se recuperar; manejo com uso de plantas recompõe as propriedades biológicas, físicas e químicas dos solos após as enchentes.

Por Janaina Honorato
Publicado em 18/09/2024 às 20:54
Atualizado em 18/09/2024 às 21:07
Plantas de cobertura e forrageiras são estratégia para recuperação de solo do RS

Solo do RS precisará de uma década para se recuperar. Foto: Emater-RS

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O agronegócio gaúcho perdido cerca de R$ 3 bilhões por conta das enchentes, que atingiram o Rio Grande do Sul entre abril e maio deste ano. Os especialistas estimam leve ao menos uma década para a recuperação e na agropecuária, isso passa pelo cultivo de plantas de cobertura e forrageiras em rotação de culturas recompor os nutrientes do solo.

Por isso, o Departamento de Solos da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e da Emater-RS/Ascar, divulgaram nota técnica sobre o uso de plantas para a recuperação de solos atingidos pelas enchentes.

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Recuperação do solo com plantas de cobertura e forrageiras

A chuva que durou mais de 10 dias no estado, levou décadas de uso de práticas de manejo do solo, o que impactou a biodiversidade, a estrutura e a fertilidade dos solos. Os bilhões de reais perdidos foram estimados pela Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul).

Após as enchentes, há áreas que tiveram remoção de solo e áreas que tiveram deposição de sedimentos, alguns arenosos e outros argilosos. Em todas as áreas o solo, a estrutura é frágil, situação comum em solos que sofreram remoção da camada superficial, ou totalmente sem estrutura, que é a condição de áreas de deposição superficial de sedimentos.

Esses fatores determinam que há más condições físicas para o desenvolvimento das raízes das plantas, para a infiltração e para a retenção de água, entre outros impactos.

A nota técnica divulgada UFRGS, Seapi e Emater-RS/Ascar destaca que, o cultivo de plantas de cobertura do solo ou de espécies forrageiras, em rotação com culturas comerciais, é a única estratégia capaz de recuperar as propriedades biológicas, físicas e químicas dos solos degradados no Rio Grande do Sul.

O objetivo da nota é orientar os produtores que o uso de plantas para a recuperação de solos é uma abordagem eficaz e sustentável, que aumenta a resiliência do ecossistema e a produtividade agrícola, garantindo a viabilidade em longo prazo das atividades agrícolas na região.

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Uso de plantas para a recuperação de solos atingidos pelas enchentes

Palhada e sistema radicular das plantas são essenciais no processo de recuperação dos solos.
Palhada e sistema radicular das plantas são essenciais no processo de recuperação dos solos. Fotos: Amanda Posselt Martins/Fotojet

Em todas essas áreas há a necessidade de construir ou recuperar a estrutura do solo, processo que é basicamente de natureza biológica e que somente pode ser obtido pelo cultivo intensivo de plantas de cobertura do solo.

“Apesar de ser essencial a sua combinação com práticas mecânicas e com uso de insumos, o cultivo de plantas de cobertura do solo ou de espécies forrageiras, em rotação com culturas comerciais, é a única estratégia realmente capaz de recuperar as propriedades biológicas, físicas e químicas dos solos degradados.”, diz a nota.

As plantas servem como fonte de recursos para diversos organismos que habitam o solo. A biomassa vegetal, ao se decompor, dá origem à matéria orgânica, que é crucial para a formação de um solo com qualidade, pois os resíduos vegetais e animais decompostos contribuem para a estruturação do solo, a infiltração e a retenção de água e a ciclagem e disponibilidade de nutrientes.

“O processo é vital para restabelecer a biota do solo, que atua na construção da estrutura física e promove um ambiente favorável para a atividade microbiana que, participa dos ciclos biogeoquímicos de nutrientes, como o nitrogênio, realizando o processo de disponibilização de nutrientes para as plantas que são essenciais para o seu crescimento e não são obtidos via fotossíntese”, explica.

As raízes das plantas agem como bioestruturadores, penetrando no solo e criando poros que melhoram a infiltração de água e a aeração, além de contribuírem para a estabilização da estrutura do solo.

O papel das plantas vai além de simplesmente cobrir o solo: elas atuam como engenheiros ecológicos, reconstituindo as condições necessárias para o funcionamento do ecossistema.

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Tipos de plantas que atuam na recuperação dos solos

Diversidade de plantas acelera os processos de recuperação dos solos.
Diversidade de plantas acelera os processos de recuperação dos solos. Foto: Divulgação/Epagri

A prática de cultivar simultaneamente diferentes espécies de plantas com diferente qualidade de resíduo vegetal e ou diferente sistema radicular tem demonstrado grande eficácia na recuperação de solos.

O uso combinado de diferentes espécies com características diferenciadas de biomassa e sistema radicular traz benefícios para o aumento dos teores de carbono, nitrogênio e demais nutrientes no solo.

  • Gramíneas, como a aveia, o azevém, o milheto e o sorgo: seus sistemas radiculares densos e profundos, são eficazes na captura de carbono atmosférico e na incorporação no solo na forma de matéria orgânica, gerando palhada que persiste mais na superfície do solo e o protege do potencial erosivo das chuvas.
  • Leguminosas, como a ervilhaca, a ervilha forrageira, o cornichão, o tremoço e os trevos: quando em simbiose com os rizóbios, têm a capacidade de fixar nitrogênio atmosférico, convertendo-o em formas que podem ser utilizadas pelas plantas.
  • Brássicas, como o rabanete forrageiro e o nabo forrageiro: possuem grande capacidade de reciclar o nitrogênio e o potássio de camadas profundas do solo.

 

Tags: coberturaenchentesforrageirasplantasrecuperação de soloRio Grande do Sul

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