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Preços do feijão seguem em alta em 2026 com oferta reduzida e pressão de mercado

Movimento de preços reflete desequilíbrio entre oferta e demanda nas principais regiões produtoras.

Por Arieny Alves
Publicado em 22/06/2026 às 12:16
Preços do feijão seguem em alta em 2026 com oferta reduzida e pressão de mercado

Foto: Envato

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As perdas de produtividade nas principais regiões produtoras, somadas à redução da área plantada, mantiveram os preços do feijão em alta durante o primeiro semestre de 2026.

O cenário elevou as cotações pagas aos produtores e, de forma gradual, também impactou os preços ao consumidor, que passou a comprar com mais cautela, segundo levantamento do índice Cepea/CNA.

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Preços do feijão em alta

Preço do feijão
Foto: Envato

Até maio, o feijão carioca acumulou valorização entre 85% e 90% no mercado produtor, enquanto os preços no varejo avançaram 41,09%. Já o feijão preto registrou alta de 51,7% nas cotações de origem e de 13,69% para o consumidor.

Em junho, a entrada da segunda safra contribuiu para aliviar os preços do feijão carioca. Os lotes de melhor qualidade tiveram queda de 9,01%, enquanto os intermediários recuaram 11,24%. Em contrapartida, a oferta limitada de feijão preto após o fim da colheita no Paraná manteve o mercado aquecido. O produto tipo 1 subiu 3,94% no mês e já acumula valorização de 57,6% em 2026.

Entre os lotes de feijão carioca de padrão superior, o aumento da demanda em São Paulo e no Paraná impulsionou as cotações em Itapeva (SP) e Curitiba (PR), com altas semanais de 3,25% e 3,35%, respectivamente. Em Minas Gerais, porém, a proximidade da nova colheita pressionou os estoques remanescentes e provocou queda de 3,73% nos preços.

As lavouras irrigadas do Cerrado seguem sendo acompanhadas pelo mercado devido às boas condições de desenvolvimento e à expectativa de início da colheita no começo de julho, fator que pode ampliar a oferta nas próximas semanas.

No segmento de feijão carioca comercial, com notas 8 e 8,5, os preços apresentaram comportamentos distintos entre as regiões produtoras. Houve valorização de 5,93% na região de Belo Horizonte (MG), impulsionada pela comercialização de grãos recém-colhidos, e de 5,08% na metade Sul do Paraná, onde os preços mais atrativos estimularam os negócios.

Por outro lado, Curitiba (PR) e Sorriso (MT) registraram quedas de 2,63% e 0,86%, respectivamente. Também houve recuo de 3,94% no Sul e Sudoeste de Minas Gerais, devido à venda de lotes afetados pelas chuvas. No Leste Goiano, a redução de 11,71% refletiu um ajuste dos preços para níveis mais competitivos em relação às demais regiões produtoras.

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Safra de feijão
Foto: Envato

No mercado de feijão preto tipo 1, as negociações permaneceram limitadas ao longo da semana. Em Itapeva (SP), o abastecimento mais confortável das indústrias levou a uma queda de 2,92% nas cotações, enquanto em Curitiba (PR) a menor presença de compradores resultou em recuo de 6,49%.

Já na metade Sul do Paraná, a demanda mais aquecida favoreceu os negócios e garantiu alta semanal de 1,17%. A disponibilidade restrita de grãos de melhor qualidade continua sendo um dos principais fatores de sustentação dos preços nas regiões produtoras.

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Tags: cotaçõesmercadopreços do feijaoregiões produtoras

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