A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta quinta-feira (15) o Quarto Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, indicando crescimento moderado da produção de grãos brasileira.
De acordo com o levantamento, a colheita das 16 principais culturas do país deve alcançar 353,1 milhões de toneladas, alta de 0,3% em relação ao ciclo anterior. A área cultivada também avança, com estimativa de 83,9 milhões de hectares, expansão de 2,6% frente à safra 2024/25.
Produção de grãos brasileira

O novo cenário representa um acréscimo de 987,5 mil toneladas na produção e de 2,1 milhões de hectares na área plantada. Regionalmente, a produção segue concentrada no Centro-Sul, responsável por 84,2% do total nacional, com previsão de 297,3 milhões de toneladas.
As regiões Norte e Nordeste somam 55,8 milhões de toneladas, equivalentes a 15,8% da safra. O Centro-Oeste mantém a liderança como principal polo produtor, com 174,5 milhões de toneladas, o que corresponde a 49,4% da produção brasileira.
A soja, principal cultura do país, deve atingir 176,1 milhões de toneladas, volume 2,7% superior ao registrado na safra passada. O crescimento está associado à ampliação da área plantada, que passa de 47,4 milhões para 48,7 milhões de hectares.
No caso do milho, a área total cultivada, considerando as três safras, deve crescer 4%, chegando a cerca de 22,7 milhões de hectares. Apesar disso, a produção estimada apresenta queda de 1,5%, passando de 141 milhões para 138,9 milhões de toneladas.
Eventos climáticos adversos no Sul e déficit hídrico no início do desenvolvimento das lavouras em Minas Gerais impactaram o desempenho da cultura, resultando também em redução de 5,3% na produtividade, que recua para 6.114 kg por hectare.
Sorgo e mamona
O sorgo segue em trajetória de expansão no país. A área destinada ao cultivo deve aumentar 11,3%, alcançando aproximadamente 1,8 milhão de hectares, enquanto a produção cresce 9,2%, chegando a 6,7 milhões de toneladas.
Mesmo com esse avanço, a produtividade apresenta leve retração, estimada em 3.670 kg por hectare. A maior parte do plantio continua concentrada na segunda safra, após a colheita da soja.
A mamona também registra desempenho positivo. Impulsionada pela demanda do óleo de rícino para setores como biocombustíveis, cosméticos e farmacêutico, a cultura deve alcançar 147,4 mil toneladas, superando com folga o volume da safra anterior.
Quanto ao andamento dos trabalhos no campo, a semeadura das culturas de primeira safra entra na fase final, com início das colheitas em algumas regiões, ainda condicionadas ao clima. O plantio das culturas de segunda e terceira safras segue até junho.
Demais culturas

Entre outras culturas, o algodão apresenta previsão de redução de 2,8% na área cultivada, totalizando 2 milhões de hectares, com produção estimada de 3,8 milhões de toneladas de pluma.
O amendoim deve registrar leve aumento de área, chegando a 281,8 mil hectares, embora a produção tenha expectativa de queda de 1,9%, estimada em 1,1 milhão de toneladas.
Já o arroz enfrenta retração mais acentuada, com redução de 9,9% na área semeada e queda de 13,3% na produção, projetada em 11,1 milhões de toneladas.
Tanto o cultivo irrigado quanto o de sequeiro apresentam diminuição. No feijão, a produção total das três safras é estimada em 3 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo do ciclo anterior, com destaque para a redução da primeira safra, cuja colheita já começou em estados do Sul e foi concluída em São Paulo.







