A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) alerta que os produtores rurais têm até o dia 31 de março de 2026 para concluir a semeadura do girassol em Goiás.
O prazo segue determinação prevista em norma estadual que estabelece medidas fitossanitárias para reduzir riscos sanitários nas lavouras.
Semeadura do girassol em Goiás

A principal preocupação é com o surgimento de plantas voluntárias de soja, conhecidas como “tiguera”, que podem aparecer entre as fileiras do girassol. Essas plantas favorecem a disseminação da ferrugem asiática, doença causada por fungo e considerada uma das mais prejudiciais à cultura da soja.
Goiás lidera a produção nacional de girassol e, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), deve colher cerca de 72,3 mil toneladas na safra 2025/2026. O cultivo, geralmente realizado na segunda safra após a soja, tem ganhado espaço e importância econômica no estado.
Além do prazo de semeadura, a norma estabelece que áreas com incidência de soja voluntária devem ser colhidas até 15 de julho. Outra exigência é o cadastro anual das lavouras no Sistema de Defesa Agropecuário de Goiás (Sidago), ferramenta utilizada para monitoramento das áreas produtivas.

O registro deve ser feito em até 15 dias após o fim do plantio. Após o cadastro, é gerado um documento para pagamento de taxa estadual, etapa necessária para validar a inscrição da lavoura.
O calendário de plantio faz parte das estratégias de controle sanitário e deve ser seguido pelos produtores. A presença de soja voluntária nas áreas de girassol aumenta o risco de ocorrência da ferrugem asiática, especialmente porque não há herbicidas seletivos registrados no país que consigam eliminar essas plantas sem prejudicar o girassol.







