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Aquecimento da água intensifica a toxicidade dos microplásticos, apontam pesquisadores brasileiros

Cientistas identificam que o calor agrava os efeitos de partículas plásticas e metais sobre espécies aquáticas.

Por Arieny Alves
Publicado em 11/11/2025 às 16:13
Aquecimento da água intensifica a toxicidade dos microplásticos, apontam pesquisadores brasileiros

Foto: Envato

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Pesquisadores da Embrapa e do Laboratório Nacional de Nanotecnologia, com apoio da Fapesp, estão comprovando que o aquecimento da água intensifica os impactos dos microplásticos sobre organismos aquáticos.

Os estudos indicam ainda que a presença de metais pesados, como o cobre, amplifica a toxicidade dessas partículas em peixes de importância ambiental e econômica.

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Aquecimento da água

Aquecimento das águas
Foto: Envato

Os microplásticos, fragmentos resultantes da degradação de resíduos plásticos, já são uma ameaça crescente aos ecossistemas aquáticos.

Eles alcançam rios, lagos e oceanos por meio do descarte inadequado e do desgaste de materiais sintéticos. Com o avanço das mudanças climáticas, o aquecimento das águas vem agravando esse cenário.

Para entender como esses fatores interagem, os cientistas realizam experimentos com zebrafish (Danio rerio) e tilápias (Oreochromis niloticus), simulando condições ambientais reais.

Os peixes são expostos a microplásticos envelhecidos pela luz ultravioleta e combinados com cobre, um metal comum em rejeitos industriais e agrícolas. Parte dos testes ocorre em água aquecida três graus acima da média atual, representando projeções de aquecimento global.

Segundo os pesquisadores, há indícios de que o calor aumenta a biodisponibilidade dos poluentes e favorece sua absorção pelos organismos. Isso gera uma combinação de estresses, tanto químicos quanto climáticos, que pode afetar tecidos, metabolismo e desenvolvimento dos peixes.

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Desafios e avanços da pesquisa

Toxidade dos microplasticos
Foto: Envato

Os experimentos envolvem desafios técnicos para manter as condições controladas. No caso do zebrafish, são utilizadas larvas microscópicas testadas em microplacas com diversos poços, cada um contendo um organismo. Já nas tilápias, os testes são feitos com peixes jovens, permitindo a coleta de sangue para análises bioquímicas.

Como o estudo se estende por vários dias, é necessário renovar a água periodicamente, o que torna difícil manter a concentração exata de cobre. Por isso, as equipes precisam monitorar constantemente os níveis dos poluentes e realizar cálculos precisos para garantir a confiabilidade dos resultados.

Os cientistas observam que a exposição a microplásticos e metais pesados aumenta a produção de radicais livres,  moléculas instáveis que, em excesso, podem danificar células e DNA. Esse desequilíbrio provoca o chamado estresse oxidativo, processo que enfraquece o metabolismo e reduz a resistência dos peixes.

As enzimas antioxidantes funcionam como defesa natural do organismo. Ao medir sua atividade, os pesquisadores conseguem identificar sinais precoces de estresse, mesmo antes do aparecimento de doenças.

A pesquisa reforça que os efeitos dos microplásticos não podem ser avaliados isoladamente. Fatores como o aumento da temperatura e a presença de metais tornam o problema mais complexo, exigindo estratégias integradas de monitoramento e mitigação.

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Tags: Aquecimento da águamicroplásticosorganismos aquáticosresíduos plásticos

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