Goiás abriu 2026 com resultado positivo na balança comercial. Em janeiro, o Estado registrou superávit de US$ 305 milhões, resultado de US$ 721 milhões em exportações e US$ 416 milhões em importações.
A corrente de comércio, que soma vendas e compras internacionais, alcançou US$ 1,13 bilhão no período.
Balança comercial em Goiás

Com o desempenho, Goiás ficou na 9ª posição entre os estados exportadores do país e na 11ª colocação em importações no mês. Os números são da Superintendência de Comércio Exterior e Atração de Investimentos Internacionais, ligada à Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC).
Na comparação com janeiro de 2025, as exportações goianas cresceram 5,51%. O saldo da balança apresentou avanço ainda mais expressivo, sendo uma alta de 33,43% frente ao mesmo mês do ano passado, quando o superávit havia sido de US$ 228,3 milhões.
Segundo o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Joel de Sant’Anna Braga Filho, o resultado indica que o Estado inicia o ano com base consistente no comércio exterior, impulsionado pelo agronegócio, pela indústria e pela mineração.
O segmento de carnes foi o principal responsável pelas exportações goianas em janeiro, representando 31,65% do total embarcado. O setor cresceu 33,73% em relação ao mesmo período de 2025, com destaque para as carnes bovinas, que avançaram 44,43%.
Também tiveram participação relevante o complexo soja (16,77%) e o complexo milho (15,96%). No setor mineral, os minérios de cobre responderam por 9,31% das exportações e apresentaram crescimento de 193,78% na comparação anual. As ferroligas somaram 8,70% e o ouro, 5,38%.
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China segue como principal destino

A China foi o principal destino dos produtos goianos, concentrando 20,62% das vendas externas. Em seguida aparecem Estados Unidos (9,58%), Bulgária (9,31%), Irã (6,78%), Vietnã (5,78%) e Canadá (5,52%).
Entre os municípios, Rio Verde liderou o ranking estadual de exportações, com US$ 107 milhões, o equivalente a 14,95% do total. Alto Horizonte respondeu por 9,31%, seguido por Mozarlândia (9,16%) e Jataí (6,91%).
No caso das importações, Anápolis concentrou a maior fatia, com 44,65% do total adquirido pelo Estado no exterior.







