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Brasil amplia monitoramento da qualidade do ar com novas estações na Amazônia

Equipamentos instalados no Acre e em Rondônia vão medir partículas finas da poluição e apoiar ações de saúde pública e monitoramento ambiental.

Por Arieny Alves
Publicado em 01/07/2026 às 10:31
Brasil amplia monitoramento da qualidade do ar com novas estações na Amazônia

Foto: Envato

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) ampliou a rede nacional de monitoramento da qualidade do ar com a instalação de duas novas estações automáticas para medição de material particulado fino (MP2,5) em Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO).

Com a expansão, todas as regiões do país passam a contar com cobertura desse tipo de monitoramento, fortalecendo a produção de informações ambientais e o acompanhamento da poluição atmosférica na Amazônia.

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Qualidade do ar

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Foto: Envato

As novas unidades fazem parte de um projeto voltado à ampliação da vigilância da qualidade do ar na Amazônia Legal, região frequentemente afetada pelos impactos das queimadas e dos incêndios florestais.

A expectativa é que os dados coletados contribuam para orientar políticas públicas, ampliar estudos científicos e apoiar medidas de proteção à saúde da população.

O MP2,5 está entre os poluentes mais prejudiciais à saúde. Formado por partículas microscópicas, cerca de 30 vezes menores que a espessura de um fio de cabelo, esse material consegue penetrar profundamente no sistema respiratório quando inalado. Por isso, seu monitoramento depende de equipamentos automáticos de alta precisão.

A implantação das estações ocorreu por meio de uma parceria entre o MMA, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Plataforma FioAres. Em Porto Velho, a operação conta com a participação da Fiocruz Rondônia, do Centro de Clima e Saúde, do Instituto Federal de Rondônia (IFRO), da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). Já em Rio Branco, os trabalhos são desenvolvidos em conjunto com a Universidade Federal do Acre (UFAC).

Segundo a coordenadora do projeto e pesquisadora da Fiocruz Piauí, Beatriz Oliveira, a iniciativa amplia a disponibilidade de dados qualificados para pesquisas e gestão pública, além de fortalecer a capacidade de resposta em situações críticas de poluição do ar. Ela destaca que o projeto também contribui para o desenvolvimento de capacidades locais e para ampliar o acesso da população às informações sobre qualidade do ar.

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Cinco estações automáticas

O investimento, realizado por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED) firmado entre o MMA e a Fiocruz, prevê a instalação de cinco estações automáticas de referência para monitoramento contínuo de MP2,5.

A iniciativa inclui ainda o desenvolvimento da Plataforma FioAres, que reunirá dados ambientais e de saúde para apoiar pesquisas, subsidiar políticas públicas e fortalecer as ações de vigilância ambiental.

As informações produzidas pelas novas estações serão incorporadas ao MonitorAr, plataforma do Ministério do Meio Ambiente que disponibiliza dados sobre a qualidade do ar em diferentes regiões do Brasil. O sistema apresenta o Índice de Qualidade do Ar (IQAr), calculado conforme os critérios definidos pela Resolução Conama nº 506/2024.

Disponível ao público, o MonitorAr permite consultar as condições da qualidade do ar nas localidades monitoradas, acompanhar o histórico das últimas 24 horas, localizar a estação mais próxima por meio de um mapa interativo e acessar as informações também por aplicativo para dispositivos Android.

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Tags: amazôniaestações automáticasqualidade do ar

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