O Brasil ampliou o acesso de produtos agropecuários a mercados internacionais após autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau concluírem negociações que resultaram na autorização para novas exportações brasileiras.
As medidas envolvem produtos de origem animal e dependem do cumprimento dos requisitos sanitários estabelecidos por cada país.
Exportações de produtos agropecuários

No caso da China, foi firmado um protocolo sanitário que permite a exportação de cálculos biliares bovinos produzidos no Brasil. Conhecidos popularmente como “pedras da vesícula”, esses cálculos são formações encontradas na vesícula biliar de alguns bovinos e possuem alto valor comercial em mercados asiáticos, especialmente na medicina tradicional chinesa.
Já o Paraguai aprovou o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) que autoriza a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. O documento estabelece as exigências sanitárias que devem ser atendidas pelos animais antes do embarque, incluindo requisitos relacionados à saúde do rebanho, rastreabilidade e prevenção de doenças de interesse veterinário.
A abertura desse mercado pode ampliar as oportunidades para produtores brasileiros de suínos, especialmente em regiões próximas à fronteira, ao permitir o fornecimento de animais vivos para abastecer frigoríficos paraguaios.

Outro avanço ocorreu com Palau, país insular localizado na Oceania, que aprovou os modelos de Certificado Sanitário Internacional para a importação de carnes bovina, suína, ovina e caprina provenientes do Brasil. Com isso, frigoríficos brasileiros habilitados e que atendam às exigências sanitárias poderão exportar esses produtos ao país.
Embora Palau tenha um mercado de menor porte devido à sua população reduzida, a abertura representa mais uma oportunidade para diversificar os destinos das exportações brasileiras e fortalecer a presença do agronegócio nacional na região da Ásia-Pacífico.







