As exportações brasileiras somaram US$ 24,14 bilhões até a terceira semana de agosto, alta de 14,3% em relação ao mesmo período de 2025. As importações também cresceram, com avanço de 13%, chegando a US$ 19,03 bilhões.
Com isso, o país registrou superávit de US$ 5,11 bilhões na balança comercial, resultado 19,7% maior que o observado em agosto do ano passado. A corrente de comércio, que reúne exportações e importações, alcançou US$ 43,18 bilhões, crescimento de 13,7%.
Exportações brasileiras

No acumulado de janeiro até a terceira semana de agosto, as exportações chegaram a US$ 242,69 bilhões, alta de 10,7% na comparação anual. As importações totalizaram US$ 188,55 bilhões, aumento de 6,2%. O saldo comercial ficou positivo em US$ 54,15 bilhões, avanço de 30,2%.
Entre os setores exportadores, a indústria extrativa apresentou o maior crescimento no período, com alta de 34,2% e vendas de US$ 6,87 bilhões. A agropecuária avançou 9,8%, para US$ 5,20 bilhões, enquanto a indústria de transformação cresceu 6,6%, alcançando US$ 11,87 bilhões.
Na agropecuária, alguns dos destaques foram as exportações de animais vivos, que cresceram 141,9%, café não torrado, com alta de 26%, e soja, que avançou 11,4%.
Na indústria extrativa, o aumento foi influenciado principalmente pelas vendas de minérios de cobre e seus concentrados, que dispararam 309,1%, além de outros minérios e concentrados de metais de base, com alta de 129,6%, e petróleo bruto, que cresceu 46,9%.
Já na indústria de transformação, as exportações de carnes de aves aumentaram 44,1%, enquanto os embarques de farelo de soja e outros alimentos para animais cresceram 38,9%. As vendas de óleos combustíveis de petróleo também tiveram avanço, de 49,9%.
Apesar do resultado positivo, alguns produtos tiveram queda nas exportações. Entre eles estão o milho não moído, com recuo de 23%, a carne bovina, que caiu 18,6%, e os açúcares e melaços, com redução de 45,4%.
Indústria de transformação

Nas importações, a indústria de transformação concentrou a maior parte das compras, com US$ 17,72 bilhões e crescimento de 16,7%. A agropecuária teve alta de 3,9%, enquanto a indústria extrativa registrou queda de 29,7%.
Entre os produtos que tiveram aumento nas importações estão os óleos combustíveis de petróleo, com alta de 110,8%, medicamentos e produtos farmacêuticos, que cresceram 58,5%, e produtos hortícolas frescos ou refrigerados, com avanço de 70,7%.
No acumulado do ano, o desempenho mantém o comércio exterior brasileiro em trajetória positiva, com crescimento das exportações acima do registrado pelas importações e ampliação do saldo comercial.







