As exportações brasileiras somaram US$ 21,04 bilhões até a terceira semana de outubro de 2026, alta de 33,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
As importações também avançaram, com crescimento de 21,5%, totalizando US$ 15,08 bilhões. Com isso, o país registrou superávit comercial de US$ 5,96 bilhões, resultado 78,3% superior ao de outubro de 2025. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Exportações brasileiras

O comércio exterior brasileiro movimentou US$ 36,12 bilhões no período, considerando a soma das exportações e importações, valor 28,2% maior na comparação anual.
No acumulado de janeiro até a terceira semana de outubro, as exportações alcançaram US$ 305,69 bilhões, crescimento de 12% em relação ao mesmo intervalo de 2025. As importações totalizaram US$ 237,34 bilhões, alta de 6,5%. O saldo positivo da balança comercial chegou a US$ 68,35 bilhões, avanço de 36,8%, enquanto a corrente de comércio cresceu 9,5%, atingindo US$ 543,03 bilhões.
Entre os setores exportadores, a indústria extrativa apresentou o maior crescimento percentual até a terceira semana de outubro, com alta de 70,7% e receitas de US$ 6,40 bilhões. A agropecuária avançou 21%, somando US$ 4,09 bilhões, enquanto a indústria de transformação cresceu 20,9%, com US$ 10,32 bilhões em vendas externas.
Na agropecuária, o resultado foi influenciado pelo aumento das exportações de animais vivos, que cresceram 242,8%, e de soja, com alta de 28,9%. As vendas de centeio, aveia e outros cereais não moídos tiveram expansão de 7.217,1% na comparação com o mesmo período de 2025.
Na indústria extrativa, os destaques foram os minérios de metais preciosos e seus concentrados, com crescimento de 1.153,5%, além dos óleos brutos de petróleo, cujas exportações avançaram 159,6%. As vendas de minérios de níquel também aumentaram, com alta de 97,8%.
Indústria de transformação
Já na indústria de transformação, os embarques de óleos combustíveis de petróleo cresceram 192,5%. As exportações de celulose avançaram 48,2%, enquanto as de carnes de aves e miudezas comestíveis registraram aumento de 41,5%.
Apesar do desempenho positivo no conjunto, alguns produtos tiveram retração nas vendas externas. Na agropecuária, as exportações de sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras caíram 53,6%, enquanto as de produtos hortícolas frescos ou refrigerados recuaram 24,5%.
Na indústria extrativa, houve queda de 68,1% nas vendas de minérios de cobre e seus concentrados e de 20,4% nas de minério de ferro. Na indústria de transformação, as exportações de outras máquinas e equipamentos especializados para determinadas indústrias diminuíram 72,5%. As vendas de açúcares e melaços recuaram 28,4%, e as de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada caíram 24,4%.
Importações crescem em todos os setores

Do lado das compras externas, a indústria de transformação concentrou o maior volume financeiro, com US$ 13,89 bilhões e crescimento de 20,2% até a terceira semana de outubro. A indústria extrativa registrou alta de 47,9%, somando US$ 790 milhões, enquanto as importações da agropecuária avançaram 23,3%, alcançando US$ 300 milhões.
Na agropecuária, as compras de produtos hortícolas frescos ou refrigerados cresceram 228,2%. As importações de soja aumentaram 36,5%, e as de trigo e centeio não moídos avançaram 27%.
Na indústria extrativa, as aquisições de outros minérios e concentrados de metais de base subiram 157,6%. As importações de gás natural, liquefeito ou não, cresceram 62,3%, enquanto as de petróleo bruto avançaram 72,9%.
Entre os produtos da indústria de transformação, os óleos combustíveis de petróleo tiveram alta de 89% nas importações. As compras de geradores elétricos giratórios e suas partes aumentaram 404,1%, enquanto as de partes e acessórios de veículos automotivos cresceram 44,1%.







