O Brasil deve ampliar as exportações de algodão no ano-safra 2025/26, com embarques estimados em 4,08 milhões de toneladas.
A projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos indica aumento de 10,3% em relação ao ciclo anterior, mantendo o país como um dos principais fornecedores do produto no mercado internacional.
Exportações de algodão

No primeiro semestre da temporada 2025/26, as exportações brasileiras avançaram 6%, impulsionadas principalmente pela maior demanda de países asiáticos. Houve crescimento relevante das compras por parte de China, Bangladesh, Turquia e Índia, reforçando a presença do algodão brasileiro nesses mercados.
Apesar da previsão de redução de 119 mil hectares na área plantada em 2025/26, os estoques finais no Brasil tendem a crescer. A estimativa é de que o volume armazenado atinja 930 mil toneladas, configurando um recorde para o país.
A logística de escoamento também apresentou mudanças. Cerca de 9% do algodão exportado no primeiro semestre da safra foi embarcado por portos alternativos ao de Porto de Santos. Entre os destaques estão o Porto de Salvador e o Porto de São Francisco do Sul, que ganharam participação no escoamento da produção.
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No cenário internacional, a produção global de algodão deve crescer 92,5 mil toneladas, alcançando 26,1 milhões de toneladas, puxada por uma safra maior na China. Em contrapartida, o consumo mundial tende a recuar 43,5 mil toneladas, para 25,85 milhões de toneladas, refletindo a menor demanda, especialmente no Paquistão.
Com isso, os estoques finais globais foram revisados para cima e estão projetados em 16,35 milhões de toneladas, indicando um cenário de maior oferta no mercado internacional.







