A transição da Reforma Tributária, em vigor desde o início deste ano, traz novos desafios para o setor agropecuário, especialmente em relação à adaptação dos sistemas de emissão de notas fiscais eletrônicas, considerada uma das principais demandas para 2026.
O tema foi debatido pelo coordenador do Núcleo Econômico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Renato Conchon, durante palestra realizada na Federação da Agricultura e Pecuária do Distrito Federal, em Brasília, com a participação de produtores rurais e profissionais da contabilidade.
Transição da Reforma Tributária

O encontro abordou, principalmente, os contratos de integração nas cadeias de aves e suínos, além de arrendamentos, parcerias e os entraves enfrentados por produtores integrados ao longo do período de transição do novo sistema tributário.
Durante a apresentação, Conchon detalhou pontos positivos e limitações da reforma, destacando a expectativa de simplificação na cobrança de impostos e redução de procedimentos burocráticos.
Segundo ele, as mudanças atingem diretamente o produtor rural, sobretudo na forma de recolhimento de tributos e na incidência sobre insumos e operações de comercialização.

O especialista também alertou que produtores que utilizam sistemas próprios para emissão de notas precisarão atualizar seus layouts para atender às exigências do novo modelo, incluindo a inserção de campos específicos relacionados aos tributos CBS e IBS.
Na avaliação do coordenador, 2026 ainda será marcado pela convivência entre o sistema antigo e o novo, funcionando como um período de adaptação, testes e aprendizado para os contribuintes.







