As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 10,8 bilhões em janeiro de 2026, queda de 2,2% frente ao mesmo período do ano anterior.
Apesar do recuo em receita, o volume exportado registrou aumento de 7%, sinalizando maior penetração dos produtos brasileiros nos mercados internacionais.
Exportações do agronegócio brasileiro

Conforme o Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa), o desempenho representa o terceiro maior valor registrado para meses de janeiro na série histórica e corresponde a 42,8% do total exportado pelo país no período.
Por outro lado, as importações de produtos agropecuários somaram US$ 1,7 bilhão, recuo de 11,2%, resultando em superávit de US$ 9,2 bilhões, praticamente estável em relação a janeiro de 2025 (-0,4%).
Entre os mercados que mais se destacaram, os países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) registraram aumento de 5,7% nas compras de produtos brasileiros. O bloco inclui Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, Singapura, Tailândia, Timor-Leste e Vietnã, que representam mercados estratégicos da região.
O ranking dos principais compradores do agronegócio brasileiro permaneceu inalterado: China liderou com US$ 2,1 bilhões (20% das exportações), seguida pela União Europeia (US$ 1,7 bilhão, 11%) e Estados Unidos (US$ 705 milhões, 6,6%). Entre os países que ampliaram suas aquisições, destacam-se Emirados Árabes Unidos (+58,5%), Turquia (+72,2%), Filipinas (+90%), Irã (+21,5%), Iêmen (+336,9%), Iraque (+38,2%), Chile (+29,1%), Arábia Saudita (+21,6%), Japão (+19,8%) e Marrocos (+56,3%).

Os setores que lideraram as exportações em janeiro foram carnes (US$ 2,58 bilhões, 24% do total, alta de 24% frente a janeiro de 2025), complexo soja (US$ 1,66 bilhão, 15,4%, +49,4%), produtos florestais (US$ 1,38 bilhão, 12,8%, -8,8%), cereais, farinhas e preparações (US$ 1,12 bilhão, 10,4%, +11,3%), café (US$ 1,10 bilhão, 10,2%, -24,7%) e complexo sucroalcooleiro (US$ 0,75 bilhão, 7%, -31,8%).
A carne bovina in natura se manteve como o item de maior valor exportado, com US$ 1,3 bilhão em embarques de 231,8 mil toneladas para 116 países. Entre os compradores, os Estados Unidos se destacaram, com aumento de 93% nas compras do produto.
Além dos principais setores, outros produtos do agronegócio também atingiram marcas históricas no período, apontando potencial de diversificação, acesso a novos nichos e redução da dependência de poucos mercados e commodities.







