Um levantamento recente identificou os principais fatores que dificultam a inclusão de pescado nos cardápios da alimentação escolar. Entre as merendeiras, o cuidado com espinhas foi o ponto mais citado, mencionado por 54% das entrevistadas.
Já entre nutricionistas, o custo do produto e a preocupação com espinhas aparecem com igual peso, ambos citados por 50%, o que sinaliza temas centrais para o planejamento de ações voltadas à ampliação da oferta.
Inclusão de pescado nos cardápios da alimentação escolar

A pesquisa também mostra que a falta de hábito alimentar em relação ao consumo de peixe ainda representa um desafio. Metade das merendeiras apontou esse aspecto como relevante, junto a questões como dificuldade de acesso a fornecedores locais, aceitação por parte dos estudantes e limitações estruturais, como a ausência de equipamentos adequados para o preparo.
Outro ponto analisado foi o suporte técnico oferecido às equipes escolares. Entre as merendeiras, 38% consideram receber apoio suficiente, enquanto entre nutricionistas esse índice é menor, de 24%. A diferença pode estar relacionada à atuação mais direta das merendeiras no dia a dia das escolas, enquanto nutricionistas tendem a avaliar o suporte considerando também aspectos estruturais mais amplos da rede de ensino.
Em relação às espécies mais utilizadas, há convergência entre a orientação técnica e a prática nas cozinhas escolares. A tilápia aparece como a mais presente nos cardápios, seguida por sardinha, atum e cação. O formato mais comum de preparo é o filé assado, considerado mais adequado para o ambiente escolar.

Por outro lado, preparações alternativas, como hambúrguer, almôndega e pão de peixe, ainda são pouco utilizadas. Segundo o levantamento, 67% das merendeiras afirmaram não adotar essas opções, enquanto entre nutricionistas o percentual é de 56%. Os dados indicam espaço para ações de capacitação e adaptação de receitas, com foco na aceitação dos estudantes e na viabilidade dentro das cozinhas escolares.







