O Brasil e a África do Sul deram mais um passo na cooperação agropecuária. Em reunião realizada nesta quinta-feira (30), os ministros da Agricultura dos dois países formalizaram um Memorando de Entendimento voltado à ampliação da cooperação técnica, sanitária e comercial.
O acordo prevê ações conjuntas em áreas estratégicas, como defesa agropecuária, com destaque para o enfrentamento da febre aftosa e o intercâmbio de experiências relacionadas à influenza aviária.
Cooperação agropecuária

A delegação sul-africana demonstrou interesse em desenvolver, junto ao Brasil, um plano de ação para prevenção, controle e erradicação da doença, que tem avançado em regiões do sul do continente africano.
A febre aftosa é uma enfermidade viral altamente contagiosa que atinge animais como bovinos, suínos, ovinos e caprinos, provocando perdas na produção e impactos no comércio internacional de produtos de origem animal.
Durante o encontro, representantes dos dois países também discutiram a ampliação das relações comerciais. Apesar da parceria já existente, o volume de negócios ainda é considerado abaixo do potencial. Entre as oportunidades apontadas estão produtos como proteínas animais, frutas cítricas, fertilizantes, insumos agrícolas, máquinas, equipamentos e material genético.
Outro ponto abordado foi a necessidade de fortalecer o diálogo em medidas sanitárias e fitossanitárias, com o objetivo de dar mais agilidade à resolução de entraves técnicos e facilitar o fluxo de mercadorias. Nesse contexto, foi sugerida a criação de um corredor de biosseguridade entre os dois países, com base em mecanismos como regionalização e compartimentalização, para reduzir impactos no comércio em situações de surtos sanitários.

Representantes brasileiros destacaram a experiência acumulada no combate à febre aftosa, incluindo a adoção de estratégias conjuntas com países vizinhos e o reconhecimento internacional recente como país livre da doença sem vacinação. Já a delegação sul-africana apontou a cooperação com o Brasil como um elemento importante para reforçar suas ações sanitárias e conter o avanço da enfermidade na região.
Além da área sanitária, o memorando também abre espaço para o intercâmbio de tecnologias e o fortalecimento da colaboração entre os dois países em fóruns internacionais.







