As lavouras de milho da segunda safra no Brasil atravessam fases decisivas de desenvolvimento sob influência de condições climáticas adversas.
Em estados como Paraná e Mato Grosso do Sul, a combinação de calor intenso e escassez de chuvas ao longo do ciclo tem limitado o potencial produtivo, mesmo com a ocorrência recente de precipitações em algumas áreas.
Lavouras de milho da segunda safra

No Paraná, o problema é mais evidente no sudoeste do estado. A falta prolongada de chuva desde o fim de fevereiro comprometeu a umidade do solo, especialmente em municípios como Francisco Beltrão, onde o déficit hídrico persiste há semanas.
As precipitações registradas recentemente não foram suficientes para reverter o quadro, mantendo as lavouras sob estresse justamente em fases críticas, como florescimento e enchimento de grãos. Nesse cenário, as perdas acumuladas de produtividade já se aproximam de 60%.
Entre os principais efeitos observados estão falhas no enchimento dos grãos, espigas mal formadas, maturação antecipada das plantas e desuniformidade nas áreas cultivadas. Esses fatores impactam tanto o rendimento quanto a qualidade final da produção e aumentam o risco de novas perdas até o fim da safra, principalmente em áreas de sequeiro e em solos com baixa retenção de água.
No Mato Grosso do Sul, a situação segue padrão semelhante, com destaque para regiões como Ponta Porã. Durante março, predominou o tempo seco, com chuvas escassas e temperaturas elevadas, o que agravou o déficit hídrico. Em abril, as precipitações ocorreram de forma irregular e em volumes insuficientes para atender à demanda da cultura, mantendo as lavouras em condição de estresse e limitando o desenvolvimento.
Previsão para os próximos dias

A previsão para os próximos dias indica que a recuperação deve ser restrita. No Paraná, há possibilidade de chuvas mais expressivas no sudeste e leste do estado, com volumes que podem chegar a 40 milímetros, enquanto outras regiões devem registrar acumulados menores. Já no Mato Grosso do Sul, a tendência é de pouca ou nenhuma chuva em grande parte do território.
As temperaturas também seguem elevadas, com máximas entre 20°C e 30°C no Paraná e entre 28°C e 30°C em Mato Grosso do Sul, podendo ultrapassar os 32°C em áreas mais quentes. A baixa umidade do ar, em alguns casos abaixo de 40%, intensifica a perda de água do solo e aumenta a pressão sobre as lavouras.
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