Uma operação de limpeza realizada no Parque Nacional do Iguaçu resultou na retirada de cerca de 383 quilos de moedas acumuladas no leito do Rio Iguaçu, nas proximidades das Cataratas do Iguaçu.
A ação contou com a participação de equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, da concessionária Urbia+Cataratas, do Corpo de Bombeiros e de voluntários.
Além das moedas, também foram recolhidos objetos deixados por visitantes, como óculos, garrafas e bonés.
A retirada dos materiais ocorre de forma periódica e depende de condições seguras de acesso, como a estabilidade do nível do rio, com vazão entre 400 e 500 metros cúbicos por segundo. Esse cenário permite que equipes especializadas atuem em áreas de difícil acesso e alto risco.
As ações geralmente são realizadas antes do horário de visitação e exigem profissionais treinados para atuar em ambientes restritos.

Cataratas do Iguaçu: impactos ambientais preocupam especialistas
De acordo com especialistas envolvidos na operação, jogar moedas nas cataratas, prática comum entre visitantes que fazem pedidos, é proibido e pode causar impactos significativos ao meio ambiente.
As moedas são compostas por metais como aço, cobre, níquel e zinco, que sofrem corrosão quando submersos. Esse processo pode liberar substâncias contaminantes na água e nos sedimentos, afetando a fauna aquática e comprometendo micro-habitats naturais.
Além disso, o acúmulo desses materiais ao longo do tempo pode prejudicar o equilíbrio ecológico, seja pela contaminação da água, seja pelo risco de ingestão por animais.
“Jogar moedas nas Cataratas do Iguaçu, por mais que seja uma crença para muitas pessoas ao fazer um pedido, é proibido no parque e representa um risco para o meio ambiente. Os metais contidos nas moedas podem contaminar a água e afetar a fauna aquática”, explica André Franzini, gerente de sustentabilidade da Urbia+Cataratas.

Destinação e conscientização
Após a coleta, as moedas passam por triagem. Parte do material, quando em bom estado de conservação, é destinada ao financiamento de ações ambientais desenvolvidas no parque.
A operação tem caráter não apenas corretivo, mas também educativo, ao evidenciar a quantidade de resíduos retirados e os impactos causados por esse tipo de prática.
O parque mantém monitoramento contínuo das áreas afetadas e realiza novas ações sempre que há condições técnicas e de segurança. Paralelamente, campanhas de conscientização buscam orientar visitantes sobre a importância de não descartar resíduos.
Reconhecidas como Patrimônio Mundial Natural e uma das sete maravilhas da natureza, as Cataratas do Iguaçu reforçam a necessidade de preservação ambiental. A recomendação é que turistas evitem qualquer tipo de descarte irregular, contribuindo para a manutenção do equilíbrio ecológico da região.







