O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) atualizou a lista nacional de espécies ameaçadas e elevou o nível de risco do pargo (Lutjanus purpureus), que passou da categoria “vulnerável” para “em perigo”.
A reclassificação é resultado de análises técnicas conduzidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com participação de especialistas e validação da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio).
Segundo os estudos, a situação do pargo piorou desde 2014, quando ele entrou pela primeira vez na lista como espécie vulnerável.
Lista nacional de espécies ameaçadas e risco do pargo

Com o novo enquadramento, o governo federal deve revisar o plano de recuperação da espécie, em vigor desde 2018. A proposta é adotar regras mais rigorosas para tentar equilibrar a atividade pesqueira com a recomposição dos estoques naturais.
Entre os fatores que contribuíram para a piora do cenário estão a pesca excessiva e a captura de peixes ainda jovens, o que reduz a capacidade de reprodução da espécie. Estudos indicam que parte relevante dos exemplares retirados do mar ainda não atingiu o tamanho adequado para se reproduzir, o que compromete a reposição natural.
Também pesam os efeitos das mudanças climáticas, como o aumento da temperatura e alterações na química dos oceanos, além da captura acidental em outras atividades pesqueiras, como o arrasto de camarão.

A pesca em áreas rasas, onde se concentram indivíduos mais jovens, e o descumprimento de regras já existentes também são apontados como agravantes.
A lista nacional de espécies ameaçadas é utilizada como base para orientar políticas públicas, ações de fiscalização e estratégias de conservação. A nova versão substitui a anterior, publicada em 2014 e revisada em 2022, incorporando dados mais recentes sobre o risco de extinção da fauna aquática no país.







