A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável abriu uma nova etapa de consulta pública para avaliar o risco de extinção de peixes em Goiás.
O processo ocorre entre 27 de março e 27 de abril e, desta vez, foca nas espécies da ordem Characiformes, grupo que reúne 261 tipos de peixes de água doce.
Risco de extinção de peixes em Goiás

A iniciativa dá continuidade a um trabalho iniciado nos últimos meses, quando oficinas técnicas já analisaram mais de 150 espécies, incluindo peixes anuais, arraias e bagres.
Agora, a proposta é ampliar a participação por meio de contribuições abertas ao público, que podem ser feitas pela plataforma BioData, sistema utilizado para reunir e organizar dados sobre a biodiversidade no estado.
De acordo com a equipe técnica da Semad, os Characiformes estão entre os grupos mais representativos dos rios brasileiros, presentes em diferentes bacias hidrográficas e com grande diversidade de tamanhos e comportamentos. Entre eles estão desde espécies pequenas, que vivem em cardumes, até predadores conhecidos, além de peixes que desempenham funções importantes no equilíbrio dos ecossistemas aquáticos.
Apesar dessa diversidade, especialistas apontam que a fauna aquática enfrenta pressões crescentes. Fatores como poluição, desmatamento, construção de hidrelétricas e introdução de espécies exóticas têm afetado diretamente os habitats naturais, levando à redução de algumas populações.
Consulta pública

A consulta pública faz parte de um esforço maior para criar, pela primeira vez, uma lista estadual de espécies ameaçadas de extinção. Atualmente, as referências disponíveis são nacionais, elaboradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o que nem sempre reflete a realidade específica de Goiás.
Com os dados coletados, a expectativa é subsidiar ações voltadas à conservação das espécies no estado. O levantamento prevê analisar cerca de 1,7 mil espécies de vertebrados, como mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes, além de aproximadamente 900 invertebrados.
A avaliação segue critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza, metodologia reconhecida internacionalmente e também adotada no Brasil. A participação de pesquisadores e da comunidade científica é considerada essencial para ampliar a base de informações e contribuir para diagnósticos mais precisos sobre a biodiversidade goiana.







