Uma operação realizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em conjunto com a Polícia Federal apreendeu cerca de 48 toneladas de açúcar VHP com suspeita de adulteração no corredor de exportação do Porto de Paranaguá, no Paraná.
A carga apresentava indícios de irregularidades durante uma análise preliminar feita no momento da coleta das amostras.
Adulteração em carga de açúcar

Segundo a fiscalização, foram identificados materiais insolúveis acima do limite permitido pela legislação, com aparência semelhante à areia, o que levantou suspeitas sobre possível adulteração do produto e descumprimento dos padrões de qualidade exigidos para exportação. O procedimento é utilizado justamente para avaliar a pureza do açúcar e detectar possíveis contaminações.
Após a constatação inicial, auditores fiscais federais agropecuários do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal no Paraná coletaram amostras da carga, que foram encaminhadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Goiás para análises complementares e confirmação do resultado.
A ação faz parte de uma operação integrada entre o Mapa, a Polícia Federal e autoridades portuárias, desenvolvida desde 2024 para combater fraudes em cargas destinadas ao mercado externo. O trabalho conjunto busca reforçar a segurança e a rastreabilidade de produtos agrícolas exportados pelo Porto de Paranaguá, principalmente granéis como açúcar, soja e farelo de soja.
Material impróprio para consumo

Caso seja confirmada a presença de matéria estranha em níveis incompatíveis com os padrões regulamentares, a carga poderá ser desclassificada e considerada imprópria para consumo. Além das medidas administrativas, o caso também pode gerar responsabilização criminal.
O Brasil ocupa atualmente a posição de maior produtor e exportador mundial de açúcar, respondendo por cerca de metade das exportações globais do produto. Em 2024, o país embarcou mais de 38 milhões de toneladas, com faturamento superior a US$ 18 bilhões.
Segundo especialistas do setor, ações de fiscalização são consideradas estratégicas para preservar a credibilidade do agronegócio brasileiro no mercado internacional. Casos de fraude ou contaminação podem afetar acordos comerciais, ampliar exigências sanitárias e gerar impactos econômicos para a cadeia exportadora.







