A safra brasileira de grãos deve alcançar um novo recorde na safra 2025/26, com estimativa de 358 milhões de toneladas colhidas em todo o país.
O volume representa crescimento de 1,6% em relação ao ciclo anterior, com acréscimo de 5,7 milhões de toneladas, impulsionado principalmente pelo avanço das culturas de soja, milho e sorgo, segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no 8º Levantamento da Safra de Grãos.
Safra brasileira de grãos

A soja segue como principal destaque da temporada. A expectativa é de uma colheita histórica de 180,1 milhões de toneladas, superando em quase 1 milhão de toneladas a previsão anterior. O crescimento em relação à safra passada chega a 5%, o equivalente a mais 8,6 milhões de toneladas produzidas. Atualmente, mais de 98% da área plantada já foi colhida.
O milho também mantém desempenho positivo. Somadas as três safras do cereal, a produção nacional deve atingir 140,2 milhões de toneladas, configurando a segunda maior da série histórica. Apenas a primeira safra deve responder por cerca de 28,5 milhões de toneladas, resultado superior ao registrado no ciclo anterior. Já a segunda safra apresenta leve recuo nas estimativas devido às condições climáticas em estados como Goiás e Minas Gerais, embora a área plantada continue em expansão.
Outro cereal que vem ganhando espaço no campo é o sorgo. A produção nacional pode crescer até 23,8%, alcançando 7,6 milhões de toneladas. O avanço está ligado ao aumento da área cultivada, especialmente na região Centro-Oeste. Em Goiás, maior produtor do país, a expectativa é de alta superior a 40%, ultrapassando 2,2 milhões de toneladas produzidas.

Enquanto soja, milho e sorgo avançam, outras culturas apresentam retração. A produção de arroz deve ficar em 11,1 milhões de toneladas, com queda de 0,3% em relação à estimativa anterior e redução na área plantada. Apesar disso, a produtividade média aumentou nesta safra. O feijão também deve registrar recuo de 5,2% no volume total colhido, somando aproximadamente 2,9 milhões de toneladas nas três safras previstas.
A Conab destaca, porém, que mesmo com a redução na produção de arroz e feijão, não há risco de desabastecimento no mercado interno. Já o algodão deve ter queda de 2,6% na produção de pluma, enquanto o trigo também apresenta retração nas estimativas, principalmente pela diminuição da área cultivada no Sul do país.







